Candidato da oposição à presidência azulina defende sustentabilidade financeira, profissionalização da gestão e maior atenção aos esportes olímpicos e à sede náutica.
Da redação do Remo 100%
Candidato da oposição à presidência do Clube do Remo, Gilmar Nascimento defende mudanças na administração azulina, com prioridade para a transparência, a sustentabilidade financeira e a profissionalização da gestão. Em entrevista publicada pelo jornal O Liberal em 25/10, ele apresentou propostas para o triênio 2027-2029 e explicou os motivos que levaram à formação de sua chapa.
Gilmar disputa a eleição marcada para 08/11 contra Glauber Gonçalves, atual vice-presidente do clube e candidato da situação. A chapa oposicionista conta ainda com Ricardo Ribeiro e Adalberto Rocha Júnior como candidatos às vice-presidências.
Críticas à atual administração
Um dos principais pontos da entrevista foi a avaliação de Gilmar sobre a condução administrativa do Remo nos últimos anos.
O candidato afirmou que a formação da chapa surgiu da percepção de que o clube precisa avançar em governança, transparência e prestação de contas.
Segundo ele, os mesmos grupos políticos ocupam posições de direção há mais de uma década, sem que determinadas mudanças administrativas tenham sido implementadas.
Ao justificar a candidatura, Gilmar declarou que a ausência de avanços nessas áreas motivou a apresentação de uma alternativa aos associados.
Transparência e controle das finanças
Gilmar colocou a transparência entre os principais compromissos de sua candidatura. Ele defende que os associados tenham acesso mais claro às informações sobre receitas, despesas e decisões administrativas.
Ao tratar da prestação de contas, questionou a dificuldade de acesso a informações financeiras do clube.
“Não conseguimos admitir que um clube com a grandeza do Remo e uma torcida tão imensa não tenha uma conta própria, com informações acessíveis e uma prestação de contas transparente”, apontou.
O candidato também pretende estabelecer mecanismos de controle nas áreas jurídica, tributária e financeira, buscando organizar os recursos e acompanhar sua aplicação.
Na avaliação dele, o crescimento esportivo precisa ser acompanhado de uma estrutura administrativa capaz de assegurar o equilíbrio financeiro e a continuidade das atividades do clube.
Diagnóstico nos primeiros 100 dias
Caso seja eleito, Gilmar pretende dedicar os primeiros 100 dias de gestão a um levantamento detalhado da situação administrativa e financeira do Remo.
A proposta inclui conhecer as receitas, despesas, compromissos e necessidades de cada setor antes de estabelecer as prioridades da administração.
Na entrevista, ele explicou que pretende começar pelo exame dos demonstrativos contábeis.
“A primeira medida, chegando à presidência do clube, é conhecer as contas do clube”, destacou.
O candidato também mencionou a possibilidade de realizar uma auditoria, dependendo das condições encontradas.
Gilmar reconheceu que a reorganização administrativa precisará ocorrer simultaneamente à preparação da equipe para as competições de 2027.
Futebol profissional e outras modalidades
Embora reconheça o futebol profissional como uma das principais responsabilidades da presidência, Gilmar considera necessário ampliar a atenção dedicada às demais atividades do Remo.
“A gente não pode deixar de lado as outras situações que envolvem a conceituação de clube, esportes olímpicos, sede náutica”, afirmou durante a entrevista.
Entre as prioridades citadas estão o acompanhamento dos recursos destinados às modalidades olímpicas e a situação da sede náutica.
O candidato mencionou especificamente o desempenho do remo olímpico e afirmou que o clube não conquista uma regata desde 2018.
Gilmar também defendeu a verificação dos percentuais de recursos que, segundo ele, devem ser destinados a determinadas modalidades conforme as disposições estatutárias.
Para o candidato, a administração precisa acompanhar o desenvolvimento do futebol sem comprometer as outras atividades esportivas e sociais da instituição.
Experiência na diretoria jurídica
Gilmar Nascimento já exerceu funções administrativas no Remo. Sua trajetória começou na sede náutica, onde atuou na área jurídica, antes de integrar a gestão do então presidente Manoel Ribeiro.
Entre 2017 e 2018, ocupou a diretoria jurídica do clube, período que descreve como um dos maiores desafios de sua participação na instituição.
Segundo o candidato, a administração enfrentava dificuldades financeiras, penhoras sobre o patrimônio e pendências tributárias, cíveis e trabalhistas.
Gilmar também presidiu a Comissão de Assuntos Legislativos do Conselho Deliberativo (Condel) e cumpriu dois mandatos no órgão.
Ele apresenta essa experiência como parte de sua preparação para conduzir uma eventual reorganização administrativa do Remo.
Candidato defende mudança sem perseguições
Apesar das críticas à atual administração, Gilmar afirmou que não pretende transformar a disputa eleitoral em um movimento de perseguição aos adversários.
“Não estou aqui para criticar ou perseguir ninguém. Quero apresentar alternativas”, declarou.
O candidato defende a participação dos integrantes da chapa e de colaboradores na construção de um novo modelo de gestão.
A eleição está marcada para o próximo domingo (08/11), quando os associados aptos a votar escolherão os dirigentes responsáveis pelo Remo durante o triênio 2027-2029.
As propostas apresentadas por Gilmar integram o projeto de sua candidatura e dependerão do resultado eleitoral e das condições administrativas e financeiras do clube para eventual implementação.
Com informações de O Liberal.


