Remo 3×1 Goiás-GO (Marcos Braz) – Foto: Thiago Gomes (O Liberal)
Remo 3×1 Goiás-GO (Marcos Braz) – Foto: Thiago Gomes (O Liberal)

A saída de Marcos Braz do comando do futebol do Clube do Remo marcou o encerramento de um dos períodos mais intensos e decisivos da história recente azulina.

Contratado em 04/06 para substituir Sérgio Papellin, o dirigente assumiu em meio à pressão por resultados e à necessidade de reconstrução esportiva e administrativa. Em poucos meses, promoveu uma verdadeira reformulação no elenco, trouxe reforços e, mesmo evitando discursos cautelosos, manteve a convicção de que o Leão chegaria ao fim da Série B brigando pelo acesso. O objetivo foi alcançado e, após 32 anos, o Leão voltou à elite do futebol brasileiro.

Nos bastidores, porém, a trajetória de Braz esteve longe de ser tranquila. Desde o início, houve desgastes com parte da diretoria, especialmente no período em que o português António Oliveira comandava a equipe. Mesmo com desempenho abaixo do esperado, o treinador era sustentado no cargo pelo executivo, contrariando a vontade da cúpula azulina e chegando a reverter uma demissão. A pressão interna cresceu e Braz acabou promovendo a troca por Guto Ferreira.

Outras decisões estratégicas também geraram atritos ao longo da temporada, criando um ambiente de tensão constante entre o executivo e dirigentes. Após o acesso, o cenário não se harmonizou e algumas contratações para a temporada 2026 não foram consenso, refletindo visões diferentes sobre planejamento e perfil de elenco.

Com contrato até o fim de dezembro, a renovação com o dirigente era aguardada, mas não se concretizou. Ainda assim, ele seguiu no cargo, mesmo sem vínculo formal, até este domingo (25/01), quando a saída foi definida em comum acordo.

Um dos principais legados deixados está fora das quatro linhas. Braz sempre defendeu a necessidade de uma estrutura sólida para que o Remo pudesse competir em alto nível. Sob sua gestão, o Baenão e o Centro de Treinamento voltaram a passar por obras importantes, visando modernização e melhores condições de trabalho.

Resta agora a incerteza sobre a continuidade desses projetos, justamente às vésperas da estreia azulina na Série A, nesta quarta-feira (28/01), contra o Vitória (BA), no estádio Barradão, em Salvador (BA).

Em nota oficial, o Remo reconheceu o papel de Braz no planejamento que resultou no acesso e informou que Cadu Furtado assumirá interinamente o cargo de executivo de futebol.

Marcos Braz publicou uma mensagem de despedida e agradecimento direcionada à torcida em suas redes sociais.

Entre conquistas esportivas, conflitos internos e avanços estruturais, ele deixou o Baenão como um personagem central no retorno do Remo à Série A, mas também como símbolo de um período de decisões fortes, nem sempre consensuais, que moldaram o atual momento do Leão.

Diário do Pará, 26/01/2026

3 COMENTÁRIOS

  1. Reprovo a atitude do Braz seja qual motivo for que ele saiu do Remo, se ele veio do Rio de Janeiro para assumir um projeto desul amaricana e permanencia na série A e abandona o projeto sem ele ao menos ter começado, considero uma atitude irresponsável, reprovável não obstante as dificuldades que ele iria enfrentar, Se fosse para abando o clube antes da empreitada, não deveria nem ter assumido e aceito o cargo largou o trabalho pela metade, assim aconteceu com o Papelin e Daniel Paulista……..

  2. Discordo parcialmente….ele veio com o projeto e não só começou o projeto, q, por enquanto está em andamento com sucesso, qdo conquistou o acesso a A….agora, concordo q, se por vontade própria saiu sem razão.. tá errado….MAS….se foi pq não tinha mais autonomia para fazer seu trabalho então não tá errado não, pois bo fim das contas tdo ia estourar na Mao dele.

  3. Não temos que concordar ou não. Não saímos por aí perguntado as nossas decisões na vida.
    O Remo tem, aí sim que contratar alguém tão ou mais competente.

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