Técnico diz manter boa relação com a diretoria e afirma que eventual mudança não esbarra em questão financeira; volante defende trabalho do treinador.
Da redação do Remo 100%, em 08/09/2026
A sequência de 8 partidas sem vitória aumentou a pressão sobre Léo Condé no comando do Remo, mas o treinador afirma continuar motivado e respaldado pela relação que mantém com a diretoria azulina.
Depois da derrota por 1 a 0 para o Flamengo (RJ), Condé falou abertamente sobre o momento vivido no clube e garantiu que uma eventual decisão pela troca de comando não estaria condicionada a questões financeiras.
Ao mesmo tempo, recebeu uma defesa pública de Patrick, um dos jogadores mais experientes do elenco. Para o volante, apesar dos resultados negativos, o Remo continua respondendo ao trabalho do treinador dentro de campo.
Condé fala sobre relação com a diretoria
Mesmo diante da pressão por resultados, Condé afirmou que seu relacionamento com os dirigentes permanece positivo.
O treinador disse continuar chegando ao clube motivado para buscar soluções e extrair mais do elenco nesta reta final do Campeonato Brasileiro.
“Tenho ótima relação com o Remo, com toda a sua diretoria”, disse.
Condé também deixou claro que não pretende transformar eventual discussão sobre sua permanência em uma questão contratual.
“Se eles entenderem que o trabalho não está fluindo, que tem que mudar, não tem questão financeira, não tem nada”, revelou o técnico, reforçando que permanece concentrado no trabalho.
“Estou aqui tentando fazer o melhor. Vim para cá tentando o melhor. Todo dia volto ao clube com bastante motivação para tentar fazer o melhor e extrair o melhor de todos”, destacou.
Patrick sai em defesa do treinador
Do lado dos jogadores, Patrick defendeu a continuidade do trabalho. O volante afirmou que, pela experiência acumulada no futebol, entende que uma mudança de treinador costuma ganhar força quando a equipe deixa de responder taticamente ou não apresenta reação dentro de campo. Na avaliação dele, não é isso que ocorre atualmente no Remo.
“A gente que já tem experiência no futebol sabe que só se troca o comando quando o time não está fazendo boas atuações, não está reagindo, não está tendo o entendimento tático do treinador. Isso não está acontecendo aqui”, comentou.
Patrick reconheceu que os resultados não correspondem à necessidade do clube, mas considera que o elenco continua assimilando as ideias de Condé.
“É um professor que trabalha bastante, então a gente tem que acreditar”, defendeu.
Responsabilidade não é apenas do treinador
O volante também rejeitou a ideia de concentrar no técnico toda a responsabilidade pelo momento vivido pelo Remo.
Patrick considerou bem planejada a estratégia utilizada contra o Flamengo (RJ), quando o Leão passou boa parte da partida protegido defensivamente e manteve o confronto aberto até o segundo tempo.
“Todo mundo tem a sua responsabilidade. A gente tem que trabalhar e melhorar”, apontou.
Para ele, o plano montado pela comissão técnica permitiu ao Remo competir diante de um adversário tecnicamente superior.
“Acho que a estratégia, por exemplo, hoje (domingo), foi bem traçada por ele. A gente conseguiu resistir na partida e perdemos no detalhe”, disse.
O Flamengo (RJ) venceu com gol de Samuel Lino, enquanto o goleiro azulino Marcelo Rangel teve grande atuação e evitou que o placar fosse mais amplo.
Condé descarta mudanças por impulso
O treinador também foi questionado sobre jogadores que atravessam momentos de menor rendimento. Condé rejeitou a ideia de simplesmente afastar atletas depois de atuações ruins e lembrou que oscilações fazem parte de uma temporada.
“Se a gente afastar todo atleta que fizer uma partida ruim, a gente não terá jogador, porque é o elenco que temos”, disparou.
Segundo o técnico, a missão da comissão é tentar recuperar o desempenho de cada jogador.
“Às vezes vai estar em um momento bom, às vezes vai estar em um momento ruim. São poucos os que estão fazendo uma temporada linear”, completou.
A posição reforça o discurso apresentado pelo treinador depois do último jogo, quando admitiu a possibilidade de procurar algum “fato novo”, mas alertou para o risco de fazer “pirotecnia” e mudar tudo apenas como resposta à pressão.
Cobrança existe internamente
Condé também afirmou que o ambiente de confiança não significa ausência de cobrança. Segundo ele, comissão técnica, jogadores e diretoria reconhecem a necessidade de melhorar rapidamente os resultados.
“Aqui não tem ninguém sem ser cobrado, os atletas entre eles se cobram também, nós cobramos, a diretoria cobra”, contou.
O treinador acredita que a reação ainda pode acontecer nas 12 rodadas restantes.
“É difícil, mas tem que acreditar que a gente pode de repente ganhar um jogo, dois jogos, e pegar uma sequência novamente. As coisas podem andar”, afirmou.
Próximo teste será contra o Bahia-BA
O Remo volta a campo na segunda-feira (14/09), às 20h, diante do Bahia, na Arena Fonte Nova. Patrick lembrou que o elenco conhece bem o adversário, contra quem conseguiu bons resultados ao longo da temporada, mas evitou tratar o retrospecto como garantia para o novo confronto.
O jogo em Salvador (BA) será mais um teste para um trabalho que enfrenta pressão crescente por resultados. Condé afirma continuar confiante e respaldado pela relação com a diretoria, enquanto Patrick garante que o elenco ainda responde ao treinador.
A resposta que realmente poderá diminuir a cobrança, porém, terá de aparecer onde o Remo mais precisa neste momento – na tabela do Campeonato Brasileiro.
Com informações do Diário do Pará.


