Técnico avaliou que o Leão conseguiu limitar o Fluminense-RJ, mas pecou nas transições e na marcação do escanteio que originou o segundo gol.
Da redação do Remo 100%, em 23/08/2026
Léo Condé considerou que o Remo executou parte da estratégia planejada para enfrentar o Fluminense (RJ), mas lamentou os erros que determinaram a derrota por 2 a 1, neste sábado (22/08), no Maracanã.
O Leão abriu o placar com Jajá e terminou o primeiro tempo em vantagem, apesar do domínio territorial do adversário. Na etapa final, porém, o Fluminense (RJ) aumentou a pressão e virou com gols de Hulk e Kevin Serna.
Segundo Condé, o plano era bloquear as aproximações e triangulações do time carioca pelo centro. A estratégia funcionou durante boa parte da partida, mas o Remo teve dificuldades para manter a bola depois de recuperá-la.
“O Fluminense (RJ) é um time que privilegia a posse de bola não apenas contra o Remo, mas em toda a competição. Conseguimos dificultar as jogadas de aproximação e triangulação por dentro. Faltou aproveitar melhor as transições e, quando ganhávamos campo, ficar um pouco mais com a bola”, analisou.
Condé lamenta leitura tardia no segundo gol
O treinador avaliou que o Remo conseguiu resistir aos primeiros minutos de pressão após o intervalo. O empate nasceu de uma jogada individual de Soteldo pela esquerda, seguida pela cabeçada de Hulk. A bola atingiu o travessão, quicou com efeito e entrou.
Para Condé, o erro mais evitável ocorreu no gol da virada. A comissão técnica havia alertado os jogadores sobre as cobranças curtas de escanteio do adversário, mas o time demorou a reagir no lance.
“Alertamos sobre a possibilidade da bola curta. Eles fizeram o dois contra um, demoramos a fazer a leitura, não saímos na cobertura e não encurtamos o cruzamento. Eles colocaram a bola na área e fizeram o segundo gol”, lamentou.
Na jogada, Riquelme Felipe recebeu após a cobrança curta e cruzou para Kevin Serna marcar de cabeça.
Substituições buscavam saída da pressão
Condé iniciou a partida com Vitor Bueno no lugar de Leonel Picco e promoveu o retorno de Marllon à zaga. Durante o segundo tempo, utilizou David Braga, Alef Manga, Galeano, Patrick e Picco.
A entrada de David Braga tinha o objetivo de oferecer uma referência capaz de proteger a bola e ajudar o Remo a superar a pressão exercida pelo time da casa.
“Estava difícil sair da primeira pressão. Entendemos que era o momento de colocar o David, um jogador mais forte, que segura e sustenta a bola, para conseguirmos sair”, explicou.
Manga e Galeano substituíram Jajá e Marcelinho por causa do desgaste físico. De acordo com o treinador, os dois titulares já apresentavam sinais de cansaço diante da intensidade da partida.
Condé também afirmou que continuará testando diferentes formações. No Maracanã, o Remo alternou momentos com três volantes e uma estrutura com Vitor Bueno mais centralizado e Yago Pikachu como meia pelo lado.
Características definem escolhas no ataque
O treinador ressaltou que a escalação ofensiva depende das características do adversário. Jajá é utilizado quando a equipe busca mais velocidade nas transições, enquanto Alef Manga oferece maior capacidade de retenção da bola.
Gabriel Taliari, por sua vez, ainda procura recuperar o melhor ritmo depois da lesão que o afastou da equipe.
“Taliari ainda não está no ritmo ideal e tem alternado durante os jogos, mas é um atleta em quem confiamos. Ele só vai adquirir sua melhor condição jogando. A cada partida analisamos o adversário e escolhemos o jogador com a característica mais adequada”, afirmou Condé.
O Remo permanece na zona de rebaixamento, com 23 pontos. O próximo compromisso será contra o Coritiba (PR), no dia 31/08, às 20h, no Mangueirão.
Com informações de Globo Esporte, O Liberal e Diário Online.


