Após derrota para o Coritiba-PR, treinador lamenta falta de eficiência, cobra evolução defensiva e afirma manter convicção no próprio trabalho.
Da redação do Remo 100%, em 31/08/2026
A derrota por 3 a 2 para o Coritiba (PR) aumentou a pressão sobre Léo Condé, mas o treinador deixou o Mangueirão defendendo o desempenho apresentado pelo Remo e mantendo a convicção no trabalho.
Na avaliação do técnico, o Leão produziu o suficiente para obter um resultado diferente nesta segunda-feira (31/08), principalmente durante um primeiro tempo de amplo volume ofensivo.
O problema voltou a aparecer nas duas áreas – o Remo criou muito e converteu pouco, enquanto novamente sofreu gols que custaram pontos importantes.
“Futebol não tem justiça, tem eficácia! Quem aproveita melhor as chances, acaba vencendo”, resumiu Condé.
“Amplo domínio”, mas sem o gol
Condé destacou que o plano inicial funcionou e que o Remo conseguiu controlar boa parte da partida.
“Foi um jogo em que a gente teve amplo domínio desde o início. Buscamos, criamos situações no primeiro tempo. Queríamos muito vencer hoje, tínhamos essa possibilidade de sair da zona”, destacou.
O Leão produziu muito mais ofensivamente durante a primeira etapa, mas foi para o intervalo com 0 a 0 no placar. Para o treinador, faltou justamente transformar esse domínio em vantagem.
“Tivemos volume e não fizemos o gol”, lamentou.
O cenário ficou mais complicado imediatamente após o intervalo, quando Zé Welison desviou contra o próprio patrimônio em cobrança de escanteio, logo aos 2 minutos.
O Remo, entretanto, reagiu. Zé Ricardo empatou e Yago Pikachu virou a partida em cobrança de pênalti na qual aproveitou o rebote de Pedro Morisco.
Condé lamenta vantagem perdida
Na visão do treinador, o time estava em seu melhor momento justamente depois de chegar ao 2 a 1.
“Conseguimos a virada, no melhor momento, perto de fazer o 3º gol, mas o goleiro deles também foi muito bom”, apontou.
A partida mudou novamente quando o Coritiba (PR) encontrou espaços nas transições. Fabinho empatou e, nos acréscimos, Pedro Rocha decretou a virada paranaense.
Condé reconheceu que os problemas defensivos continuam cobrando um preço alto.
“Temos que estabilizar e parar de sofrer gol. Estamos entre as 10 que mais marcam, mas temos sofrido muito. Mesmo com amplo domínio, estamos sofrendo gols que custam caro”, disse.
O diagnóstico reforça um problema recorrente na campanha. O Remo tem conseguido produzir ofensivamente em diferentes partidas, mas encontra dificuldades para proteger a própria meta.
“Beirou a perfeição”
Uma declaração de Condé após o jogo chamou atenção. Ao analisar especificamente a primeira etapa, o treinador afirmou que o Remo fez uma atuação que “beirou a perfeição”, apesar de não ter conseguido marcar.
A avaliação contrasta naturalmente com a frustração provocada pelo resultado, especialmente porque a equipe teve a oportunidade concreta de deixar o Z4 caso vencesse.
Condé reconheceu, porém, que no futebol o desempenho precisa ser convertido em gols e pontos.
“É muito duro pela partida que a gente fez. Futebol não tem justiça, tem eficácia!”, comentou.
Futuro fica com a diretoria
A derrota também tornou inevitáveis as perguntas sobre a permanência do treinador. Condé foi questionado se acredita que seu trabalho chegou ao limite e evitou falar em nome do clube.
“Quem tem que responder é a diretoria. Tenho convicção do que estou fazendo”, afirmou.
O treinador ressaltou que conhecia as dificuldades quando aceitou assumir o Remo e lembrou que o clube passou por mudanças significativas no elenco durante a temporada.
No comando azulino, Condé soma, considerando diferentes competições, 28 partidas, com 8 vitórias, 7 empates e 13 derrotas. A principal cobrança, contudo, está concentrada no Campeonato Brasileiro.
O Remo continua na zona de rebaixamento e perdeu uma oportunidade particularmente valiosa de deixá-la diante do time paranaense. Agora terá poucos dias para se preparar para outro desafio de alto nível – o Flamengo (RJ), domingo (06/09), novamente no Mangueirão.
Se a convicção de Condé permanece, a pressão também. A decisão sobre a continuidade do trabalho, como o próprio treinador ressaltou, está nas mãos da diretoria.
Com informações de O Liberal e Diário Online.


