Santos-SP 0×0 Remo (Zé Welison) – Foto: Raul Martins/Clube do Remo
Santos-SP 0×0 Remo (Zé Welison) – Foto: Raul Martins/Clube do Remo

Apoio do Fenômeno Azul em um Mangueirão lotado, além de equilíbrio tático e imposição física serão fundamentais contra o Santos-SP.

Da redação do Remo 100%, em 04/08/2026

A classificação para as quartas de final da Copa do Brasil pode representar muito mais que um avanço esportivo para o Remo. Na avaliação do colunista Carlos Ferreira, de O Liberal, eliminar o Santos (SP) ajudaria a validar o potencial de uma equipe que ainda busca confiança em meio às dificuldades enfrentadas na Série A.

O Leão esteve na zona de rebaixamento do Brasileirão em 19 das primeiras 21 rodadas. Esse cenário aumentou a desconfiança em torno do time e criou a necessidade de provar, a cada partida, que possui condições de permanecer na elite.

Diante do Santos (SP), o Remo terá a força do Fenômeno Azul no Mangueirão lotado, mas a classificação também dependerá de uma atuação taticamente equilibrada. Embora apresente limitações coletivas, o adversário conta com jogadores capazes de decidir individualmente.

Bola parada exige atenção

Um dos principais cuidados do Remo estará nas jogadas de bola parada, fundamento no qual a equipe tem demonstrado vulnerabilidade. Como o confronto permanece equilibrado depois do empate sem gols na Vila Belmiro, um detalhe desse tipo pode definir a vaga.

A ausência de Lucas Veríssimo reduz parte da ameaça santista pelo alto. O zagueiro de 1,88m criou dificuldades para a defesa azulina no primeiro jogo, mas sofreu uma lesão muscular e não enfrentará o Remo. O lateral-direito Igor Vinícius, também lesionado, é outro desfalque.

Zé Welison simboliza entrega azulina

Carlos Ferreira também destacou Zé Welison como uma das principais expressões da raça do atual elenco. O volante de 31 anos alia força física, dedicação e disciplina no cumprimento das funções determinadas por Léo Condé.

A intensidade de Zé Welison poderá ser especialmente importante em um confronto eliminatório. Matheus Felipe e Mayk também aparecem entre os jogadores capazes de combinar imposição física e bravura, características que precisam contagiar o restante da equipe sem comprometer a organização tática.

Rony reencontra torcida do Remo

A partida também marcará o reencontro de Rony com a torcida azulina em Belém. O atacante paraense já enfrentou o Remo 3 vezes, sendo 1 pelo Atlético (MG) e 2 pelo Santos (SP), mas nunca havia atuado contra o Leão na capital paraense.

Rony deve iniciar no banco de reservas e será uma das alternativas do técnico Cuca, que possui uma ligação particular com o confronto por já ter defendido e comandado o Remo.

Maratona testa regularidade

Desde a retomada das competições após a pausa para a Copa, o Remo tem alternado atuações boas, razoáveis e ruins. O desafio desta terça-feira (04/08) será repetir o rendimento competitivo apresentado na Vila Belmiro.

O desgaste físico também preocupa. O Leão disputará o 5º jogo em apenas 12 dias, enquanto o Santos (SP) chegará ao 6º compromisso em um intervalo de 14 dias.

Depois do empate no primeiro confronto, quem vencer no Mangueirão avançará às quartas de final. Uma nova igualdade, por qualquer placar, levará a decisão para os pênaltis.

Com informações da coluna de Carlos Ferreira, em O Liberal.

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