Copa do Brasil – Foto: Jhony Inácio
Copa do Brasil – Foto: Jhony Inácio

Tecnologia está descartada nas oitavas e depende da estrutura dos estádios; testes continuam sem interferir nas decisões oficiais.

Da redação do Remo 100%, em 18/07/2026

A Confederação Brasileira de Futebol avalia utilizar o impedimento semiautomático ainda nesta edição da Copa do Brasil. A possibilidade estudada pela entidade é introduzir a tecnologia a partir das quartas de final, mas a decisão dependerá das condições operacionais e da estrutura disponível nos estádios dos clubes classificados.

Nas oitavas de final, previstas para as primeiras semanas de agosto, a utilização do recurso já está descartada. Nem todas as equipes participantes atuam em arenas equipadas para receber o sistema.

Assim, eventuais lances de impedimento nesta fase continuarão sendo analisados pelo modelo atual, com o auxílio das imagens do VAR.

Estrutura dos estádios será determinante

Segundo o Estado do Pará Online, os equipamentos necessários foram instalados nos 19 estádios utilizados pelos clubes da Série A, além da Arena Crefisa Barueri, alternativa empregada pelo Palmeiras (SP) quando necessário.

Entre os participantes das oitavas, Fortaleza (CE) e Juventude (RS), que disputam a Série B, ainda não contam com a tecnologia em seus estádios. O time cearense, adversário do Palmeiras (SP), negociou seu mando de campo para a Arena Pantanal, em Cuiabá (MT), enquanto os gaúchos enfrentarão o Atlético (MG) no estádio Alfredo Jaconi.

Para que o sistema seja adotado nas quartas de final, todos os locais escolhidos para receber as partidas precisariam atender aos requisitos definidos pela CBF.

Além da disponibilidade dos equipamentos, a entidade analisa custos, logística e a preparação dos profissionais envolvidos na operação.

Como funciona a tecnologia

O impedimento semiautomático utiliza câmeras instaladas no estádio e recursos computacionais para identificar a posição dos jogadores em lances ajustados.

O sistema trabalha em conjunto com o VAR, fornecendo informações adicionais para a equipe de arbitragem. A tecnologia pode tornar as análises mais rápidas e aumentar a precisão das decisões, especialmente em jogadas nas quais a posição irregular é definida por uma diferença pequena.

O recurso já foi empregado em competições internacionais, como a Copa do Mundo e torneios europeus. No futebol brasileiro, porém, ainda não existe uma data oficial para o início da operação durante as partidas.

Testes ainda não interferem nos jogos

A CBF começou a testar o sistema há aproximadamente um mês, utilizando partidas das categorias de base e amistosos. Também estão previstas simulações em confrontos da Série A do Campeonato Brasileiro.

Nesta etapa, a operação acontece de maneira off-line. As câmeras enviam imagens e dados à central do VAR da CBF, localizada no Rio de Janeiro, mas as informações produzidas pelo novo sistema não são utilizadas para alterar as decisões das partidas. Até o momento, 8 jogos foram incluídos nos testes, incluindo um treino coletivo que o Remo realizou no Mangueirão.

Paralelamente, a entidade prepara os árbitros para uma futura implementação. Um grupo de 17 profissionais participou de um período de treinamento em Madri (Espanha). Raphael Claus, Wilton Pereira Sampaio e Ramon Abatti Abel não estiveram na atividade por causa da atuação na Copa do Mundo.

Outro grupo, formado por aproximadamente 60 árbitros, participou de uma programação na Granja Comary encerrada na sexta-feira (17/07).

Apesar do avanço das avaliações, a utilização do impedimento semiautomático nas quartas da Copa do Brasil ainda não está confirmada. A decisão dependerá dos resultados dos testes e, principalmente, da possibilidade de oferecer a mesma estrutura em todos os estádios envolvidos na fase.

Com informações de Estado do Pará Online e Roma News.

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