Levantamento aponta forte concentração dos gols sofridos pelo Leão após a Copa do Mundo em jogadas iniciadas pelos lados do campo.
Da redação do Remo 100%, em 26/08/2026
A defesa do Remo chega à reta decisiva do Campeonato Brasileiro com um problema recorrente para resolver – as bolas lançadas na área.
Segundo levantamento apresentado pelo jornalista Carlos Ferreira, em coluna publicada em O Liberal, 10 dos 11 gols sofridos pelo Leão nos 8 jogos realizados após a pausa para a Copa do Mundo tiveram origem em bolas cruzadas. Cinco deles foram concluídos diretamente pelo jogo aéreo.
Os números chamam atenção porque o próprio técnico Léo Condé já havia mencionado, antes da interrupção do campeonato, a necessidade de mais tempo para trabalhar justamente esse tipo de situação defensiva.
A pausa deu à comissão técnica um período maior de preparação, mas o problema continuou aparecendo.
Mudanças na zaga também pesaram
O setor defensivo passou por alterações importantes durante esse período. Duplexe Tchamba ficou de fora por lesão, enquanto Marllon também desfalcou o time por suspensão. Matheus Felipe e Zé Ivaldo precisaram ser utilizados em diferentes momentos, dificultando a formação de uma dupla de zaga com maior sequência.
Essa instabilidade ajuda a explicar parte do problema, mas não elimina a necessidade de correção. O Remo já aparece entre as equipes mais vazadas do Campeonato Brasileiro e não pode permitir que um padrão tão recorrente continue determinando resultados.
Quando praticamente todos os gols de um determinado recorte surgem de jogadas semelhantes, a questão deixa de representar episódios isolados e passa a exigir atenção específica.
Sequência em casa exige correção
A preocupação aumenta diante do momento da competição. O Remo terá 4 partidas em Belém nas próximas 5 rodadas, começando pelo Coritiba (PR), na segunda-feira (31/08). Depois, ainda receberá Flamengo (RJ), Santos (SP) e Grêmio (RS), além de visitar o Bahia (BA).
A sequência é tratada como uma oportunidade para o Leão reagir na luta contra o rebaixamento, mas aproveitar o mando de campo passa também por reduzir os erros defensivos.
O Remo precisa marcar mais, mas igualmente precisa impedir que uma vulnerabilidade já identificada continue sendo explorada pelos adversários.
Na reta final da Série A, corrigir a defesa das bolas cruzadas pode valer tantos pontos quanto melhorar a produção ofensiva.
Com informações da coluna de Carlos Ferreira, em O Liberal.


