Levantamento aponta 23 gols originados em jogadas pelo alto; problema atravessou três comandos técnicos e contribuiu para a perda de pontos importantes no Brasileirão.
Da redação do Remo 100%
A dificuldade para defender jogadas aéreas se tornou um dos problemas mais persistentes do Remo na Série A do Campeonato Brasileiro. Dos 50 gols sofridos pelo Leão em 31 partidas, 23 tiveram origem em bolas levantadas na área, o equivalente a 46% do total.
O levantamento, realizado pelo Globo Esporte, evidencia uma fragilidade que atravessou diferentes momentos da temporada e permaneceu mesmo após as mudanças no comando técnico.
O problema voltou a aparecer na derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro (MG), na sexta-feira (23/10), no Mineirão. Aos 49 minutos do primeiro tempo, Fabrício Bruno aproveitou uma cobrança de escanteio e cabeceou livre para marcar o único gol da partida.
Segundo o levantamento, o Remo sofreu pelo menos um gol originado em jogada aérea em 18 dos 31 compromissos disputados. Em 12 dessas partidas, os gols tiveram impacto direto na pontuação, com uma estimativa de pelo menos 20 pontos que poderiam ter sido conquistados em cenários sem essas falhas.
Problema atravessou três treinadores
A vulnerabilidade defensiva não ficou restrita a uma formação ou a um período específico da competição. Com Juan Carlos Osorio, o Remo já apresentava dificuldades para neutralizar cruzamentos e cobranças de bola parada. No empate por 3 a 3 com o Atlético (MG), por exemplo, a equipe sofreu um gol de cabeça após cobrança de falta.
Sob o comando de Léo Condé, o problema persistiu. Na derrota por 2 a 1 para o Mirassol (SP), no segundo turno, os dois gols adversários surgiram de jogadas iniciadas em cobranças de escanteio.
Agora, com Thiago Carpini, a dificuldade continua sendo observada. Contra o Cruzeiro (MG), a defesa azulina conseguiu controlar boa parte das investidas adversárias, mas uma desatenção na marcação de escanteio foi suficiente para definir o resultado.
A repetição dessas situações evidencia que a correção do posicionamento e da marcação nas bolas levantadas na área permanece como um desafio para a comissão técnica.
Falhas também aparecem em momentos decisivos
Entre os exemplos mais significativos estão os confrontos contra Fluminense (RJ), Mirassol (SP), Santos (SP) e Grêmio (RS).
Na derrota por 2 a 1 para o Fluminense (RJ), no segundo turno, os dois gols adversários surgiram de jogadas aéreas. Contra o Santos (SP), o gol que definiu a vitória paulista por 2 a 1 também teve origem em um escanteio, com Lucas Veríssimo vencendo a disputa pelo alto antes da finalização de Gabigol.
No empate por 1 a 1 com o Grêmio (RS), no Mangueirão, Kannemann abriu o placar após cobrança de escanteio, em lance que contou com desvio de Danilo Barbosa.
As falhas não se limitam aos gols marcados diretamente de cabeça. O levantamento também considera situações em que cruzamentos, escanteios e cobranças de falta provocaram desvios, rebotes ou oportunidades de finalização dentro da área.
Após a derrota para o time cruzeirense, o zagueiro Zé Ivaldo reconheceu que a equipe voltou a cometer erros já identificados e trabalhados durante os treinamentos.
Desafio imediato contra o Botafogo-RJ
A necessidade de corrigir essas falhas ganha ainda mais importância na reta final do Campeonato Brasileiro. Sem vencer há 12 partidas, o Remo tem pouco espaço para novos tropeços e precisa melhorar o desempenho defensivo para continuar buscando a permanência na Série A.
O próximo compromisso será contra o Botafogo (RJ), na quarta-feira (28/10), às 21h30, no Mangueirão. Além da necessidade de conquistar pontos, o confronto representará mais uma oportunidade para a equipe demonstrar evolução em um fundamento que tem comprometido sua campanha.
Com informações do Globo Esporte.


