Zé Ricardo e Janderson – Foto: Samara Miranda (Clube do Remo)
Zé Ricardo e Janderson – Foto: Samara Miranda (Clube do Remo)

Restando uma semana para a estreia, diante do Vitória (BA), em Salvador (BA), o time do Remo ainda precisa de ajustes importantes para alcançar a competitividade exigida pelo principal campeonato do país.

A conquista da Super Copa Grão-Pará, no domingo (18/01), inaugurou a temporada de forma vitoriosa, mas expôs problemas a serem resolvidos.

O técnico Juan Carlos Osorio admitiu, logo depois da vitória sobre o Águia, que o trabalho está em andamento. A preparação, iniciada na pré-temporada, prossegue em busca do ponto ideal.

O treinador avaliou que é preciso evoluir mais 20% ou 30%. Talvez seja preciso um pouco mais que isso e nem estamos falando – ainda – de sistema de jogo.

A surpreendente dificuldade encontrada diante dos marabaenses serviu para expor as carências do time. Não passou despercebido a Osorio que a criação não encaixou e que a defesa ficou muito exposta.

É preciso considerar que a equipe foi renovada e está em fase de formação. Ainda assim, um olhar mais atento permite ver que o colombiano corre contra o tempo para estruturar e encontrar um time confiável para estrear no Brasileirão. Provavelmente, usará uma nova escalação, com a inclusão de reforços como Patrick de Paula, Rafael Monti, Carlinhos e Patrick. A dúvida é se esses jogadores estão aptos para as exigências físicas e técnicas da Série A.

Por outro lado, depois do que se viu na Super Copa, a presença de Yago Pikachu tem efeito tranquilizador para Osorio e para a torcida. Referência entre os reforços que o Remo contratou, Pikachu demonstra ter motivação para jogar em nível técnico competitivo, capaz derepresentar o ponto de equilíbrio e a liderança técnica da equipena Série A.

Um fato anunciado nesta terça-feira (20/01) pode representar uma saudável correção de rumos no critério de contratações do Leão. A contratação de Vitor Bueno é a primeira de um meia-armador para um elenco repleto de volantes – são 10.

Bueno pode ajudar a suprir as deficiências criativas. Não é seguro entregar o setor de criação ao grego Panagiotis ou ao colombiano Victor Cantillo, volantes que costumam jogar pisando na intermediária adversária, mas mostraram limitações físicas que podem comprometer a movimentação em campo. A conferir.

Blog do Gerson Nogueira, 21/01/2026

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