Marcelo Cabo
Marcelo Cabo

Até os anos 70, jogador que passasse dos 30 anos já era tratado como veterano. Entretanto, assim como a expectativa de vida de todos nós, a longevidade dos atletas profissionais de futebol também é crescente. Pelos avanços da fisiologia, já há um consenso de que a carreira dos atletas que se cuidam está durando 20 anos, em média. Daniel Alves, o 5º mais velho nesta Copa do Mundo, com 39 anos e 200 dias, tornou-se símbolo da questão.

Esses dados e constatações são muito oportunos pelo que Marcelo Cabo planejou e está fazendo no Remo – um time com média de idade entre 28 e 29 anos, como é a média da atual Seleção Brasileira. Em tese, um time emocionalmente “cascudo”, perfil apropriado para um clube de massa, sempre estressado e de grande pressão, como é o Leão.

Cota na Copa do Brasil pode subir

A TV Globo pagava para a CBF R$ 400 milhões pela Copa do Brasil no antigo contrato. No novo acordo, o valor subiu para R$ 600 milhões.

Se a CBF repassar o aumento dentro dos critérios atuais (80% para os clubes), a cota da 1ª fase, onde estarão Remo, Tuna e Águia, que vinha pagando R$ 620 mil, deve passar para quase R$ 1 milhão. A 2ª fase irá de R$ 750 mil para perto de R$ 1,2 milhão. Nestas 2 fases iniciais, só com jogo de ida, as rendas de bilheteria são divididas.

Os clubes do 3º grupo de cotas da Copa do Brasil – onde estão todos os paraenses – podem faturar mais de R$ 2 milhões nas 2 primeiras fases. Alcançando a 3ª fase, o faturamento em cotas deve saltar para R$ 5 milhões, além da bilheteria. É ou não é o mapa da mina?

Cabo

Marcelo Cabo foi técnico de base na Arábia Saudita, antes de ser auxiliar de Marcos Paquetá na Seleção Árabe, na Copa de 2006, na Alemanha. O técnico do Remo participou, portanto, da formação de alguns expoentes da atual geração saudita representada no Catar, vitoriosa no histórico jogo contra a Argentina, nesta terça-feira (22/11). Em 2010, Cabo trabalhou pelo Brasil como observador de Dunga, na África do Sul.

Dispensado

O meia Rodriguinho, que está voltando para o Baenão, chegou a ser dispensado pelo técnico Givanildo Oliveira em 2018. Ao assumir o comando do time, o técnico Artur Oliveira reintegrou o atleta ao elenco para nova chance e Rodriguinho decolou, virando xodó da torcida azulina.

Coluna de Carlos Ferreira, O Liberal, 23/11/2022

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