Remo 0×0 Confiança-SE (Jefferson e Vinícius)
Remo 0×0 Confiança-SE (Jefferson e Vinícius)

Remo e Paysandu fazem um clássico diferente, nesta quarta-feira (01/12), pela Copa Verde. A diferença tem mais a ver com estranheza. A situação de ambos é desconfortável perante suas imensas torcidas. Frustraram expectativas ao longo da temporada e o confronto agora tem um contorno melancólico.

É claro que, por mais recente, a decepção azulina é muito maior. Além do que, o rebaixamento é como um atestado de incompetência. Soa mais grave – e é – do que a permanência do rival na Série C.

As circunstâncias também são mais sérias. Os bicolores tinham as esperanças que todo torcedor tem, mas lá no fundo, sabiam das imensas dificuldades de subir com um time tecnicamente modesto. O Remo, ao contrário, ensaiou uma campanha tranquila na Série B. Chegou a ocupar o 8º lugar, fazendo crer que a permanência era líquida e certa.

O peso do desapontamento costuma ser amargo. Os azulinos sentem isso na pele, desde a tarde de domingo (28/11), quando o time caiu diante do Confiança (SE), no Baenão. Foi necessário juntar os cacos para enfrentar o maior rival 3 dias depois. Emocionalmente, ninguém sabe e nem pode prever como a equipe reagirá no clássico.

Por seu turno, o Paysandu ganhou um trunfo significativo para as semifinais. Time por time, talvez continue abaixo do Remo, mas no aspecto anímico está certamente bem melhor. Depois de curar as mágoas pela eliminação na Série C, o time bicolor passou pelo Castanhal e chegou às semifinais de uma Copa Verde que nunca foi o objetivo maior do clube. Ocorre que a queda azulina adicionou um incentivo extra. A torcida está confiante.

É natural que, pela tradição do confronto, um busque se aproveitar das condições psicológicas do outro. Não há dúvida – o momento é favorável aos bicolores. Caso explorem bem o abatimento do oponente, passam a ter chances que até domingo pareciam remotas.

O técnico Wilton Bezerra dispõe de um grupo limitado, com apenas 19 jogadores, após o desmanche ocorrido nas últimas semanas. Depois que a zaga ficou sem Perema, o destaque atrás é o goleiro Victor Souza, mas o ataque ainda é o setor mais confiável, com o trio formado por Marlon, Danrlei e Laércio.

Os azulinos têm um time mais arrumado e encorpado, apesar das baixas de Romércio, Rafael Jansen e Matheus Oliveira. Bem ou mal, disputava a Série B, um campeonato difícil e seletivo. A questão é saber até que ponto a tragédia de fato abalou o elenco.

O técnico Eduardo Baptista, contratado para os últimos jogos do Brasileirão e reta final da Copa Verde, tem a missão de consertar os rombos e escalar um time competitivo para o clássico. A principal motivação agora é salvar o ano. Para isso, precisará chegar à final da Copa Verde e levantar a taça.

O Leão tem como principais peças à disposição o goleiro Vinícius, o meia Felipe Gedoz e os atacantes Erick Flores e Lucas Tocantins. Tem, ainda, a chance de corrigir as lambanças no meio-campo mantendo o volante Anderson Uchôa e – será? – abrindo espaço para Paulinho Curuá.

Blog do Gerson Nogueira, 01/12/2021

2 COMENTÁRIOS

  1. Ngm deu uma oportunidade p Paulinho curua, quando ele entrou foi bem, agora pq?
    Vinicius
    W Silva
    Fredson
    Keven
    Igor F
    P Curua
    Neto Moura
    Gedoz
    Erick flores
    Lucas T
    Neto Pessoa

    Agora pq é tão difícil colocar esse time p jogar

  2. QUERIA SABER AONDE FORAM BUSVAR ESSE NETO MOURA, EGUA DA RAIVA DE VER UM JOGADOR DESSE NO REMO, É MUITO RUIM.

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