Eduardo Ramos
Eduardo Ramos

Nas redes sociais, nas ruas, no “meio do pitiú” do Ver-o-Peso e também nas arquibancadas, a torcida do Remo mostra-se cada vez mais impaciente com o meia Eduardo Ramos, maior artilheiro da equipe na década (33 gols) e que já desfrutou merecidamente da condição de ídolo até bem pouco tempo atrás.

Em algumas manifestações já surgem sinais de irritação com o jogador, que carrega a camisa 10 do Leão.

Afinal o que mudou nessa relação que parecia tão sólida e inquebrável há 4 anos, quando Ramos era chamado por alguns de “Maestro” e por outros de “Mito”?

Aos 33 anos, o meia goiano está no Baenão pela 4ª vez. Voltou em 2019, para suprir a saída do meia Douglas Packer, que foi jogar no exterior. Parecia a melhor das opções para fortalecer o meio-campo azulino e preservar o bom futebol da fase inicial da Série C.

Eduardo Ramos vinha de uma passagem de destaque pelo Cuiabá (MT), na Série C de 2018, com a vantagem de já conhecer o clube e a torcida, dispensando adaptação.

Com atuações opacas, pouco contribuiu para que o Remo resgatasse o futebol das primeiras rodadas. Marcou 2 gols, mas ficou devendo.

Ao lado de outros meio-campistas experientes, como os volantes Yuri e Ramires, Ramos formou um tripé que caía de rendimento físico nos 30 minutos finais dos jogos. Quase todos os times do grupo sabiam disso e exploravam a deficiência óbvia da equipe treinada por Márcio Fernandes.

Rafael Jaques, que com o São José (RS) enfrentou o Remo de Eduardo Ramos, não pode cometer a imprudência de insistir com o camisa 10 naquela mesma faixa de campo. Em outros tempos, ele partia com a bola em disparadas que verticalizavam o jogo e rompiam as linhas de marcação.

Contra o Tapajós, na 1ª rodada do Parazão, Eduardo até tentou empreender uma dessas arrancadas, mas ficou sem a bola antes de chegar ao destino pretendido.

Sobra vontade, mas falta fôlego. É normal que a limitação física chegue para um jogador de 33 anos, mas é aconselhável que alguém descubra outras possibilidades de aproveitamento. Cabe, portanto, ao técnico azulino encontrar o melhor jeito de explorar as virtudes do jogador.

O ataque deve ser o setor ideal para reabilitar Eduardo Ramos. Bom finalizador, pode ser um ponta-de-lança moderno, sem precisar percorrer grandes distâncias em campo.

Não há oportunidade melhor que o Campeonato Paraense para testar esse novo posicionamento.

Blog do Gerson Nogueira, 24/01/2020

20 COMENTÁRIOS

  1. Eduardo cabe na função de falso 9, como faz o Firmino no Liverpool. Com Wesley e Ermel fazendo infiltrações para receber os passes, ajudaria o Packer na função de armar e daria mais mobilidade ao ataque do time. Caberia ao treinador aproveitar o parazão para ensiná-lo a fazer o pivô visando abrir espaço para os que vem do meio e pontas. Além de ser um jogador inteligente que pode se posicionar nos bicos da área para finalizar.

  2. É incrível como ainda buscam possibilidades de resgatar essa ameba ! O Garré, que é um jogador muito mais voluntarioso e interessante, não teve todas essas chances. Vai saber que tipo de relação é essa ?!!!!

    • Guilherme Garré tinha contrato de empréstimo até o final de 2019 e o Santo André (SP) não quis renovar, pois queria usar ele no Paulistão. Nesse caso, o Remo não pode obrigar o jogador a ficar.

  3. Gerson Nogueira é um grande conhecedor de futebol e um dos melhores comentarista do Pará e mais uma vez concordo com o que diz sobre o Eduardo Ramos,sem o vigor de anos atrás ,mas continua sendo um ótimo finalizador e pode ser aproveitado lá na frente no ataque com certeza.

    • Concordo com o que diz o Gerson Nogueira. Também concordo que seja um bom comentarista. É bom também o João Cunha e o Castilho. O resto é um tudo farinha do mesmo saco, ou seja, comentam sem nenhuma isenção pois são torcedores do payssandu e não comentaristas. O grupo de jornalistas da TV Cultura, então! Chegam a navegar entre ridículo e o cômico pois a imagem mostra o que acontece e eles dizem o contrário sempre contra o Remo e a favor do payssandu. Esse Marquinhos Belém é um completo sem noção e ainda foi jogador passando pelo Remo. O sujeito chega a ser irritante. Então Michel, digo também que comentando essa matéria do Gerson, a sua opinião na minha opinião foi a mais sensata.penso que apesar da boa atuação no Cuiabá onde também tinha a deferência da torcida, o ER não é mais o de antes. Mas, é como disse o Osvaldo Furtado, o cara é craque e também como disse o Felipe de Souza, tem que arrumar lugar para o ER. Acho até que a imprensa payssandu trabalha para o seu desgaste, com medo dele contra aquela coisa e que aqui tem tem payssandu infiltrado com o mesmo propósito. Mas, enfatizo, respeito o opinião do Remistas de fato que pensam em contrário a minha opinião que aqui exponho.

  4. Hj em dia todo centroavante que se preze, tem que se movimentar muito, essa ideia de pivô tem ficado cada vez mais ultrapassada no futebol de campo (ainda funcional no futsal que tem pouco espaço). Hj, zagueiro que se preze não perde bola pra centroavante de costas pro gol e o ER nunca jogou assim e tem sido dominado facilmente de frente, imaginem de costas. Acho até falta de respeito com outros jogadores que fazem a função de centroavante concorrerem com ele. Ora, depois é o técnico que é acusado de mexer e inventar. Põe ele no banco e ele que lute pra jogar na posição que o idolatram, ele que se esforce, ganha e ganha muito bem pra isso.

  5. Nosso maestro 33 ainda tem muita bola para oferecer ao Remo. Um falso 9 é a posição ideal para ER33. Craque é craque e não perde o futebol.
    O Cuiabá que o diga jogando junto de bons jogadores como Marinho e outros. Ninguém fala que o Remo da Série C não tinha lateral que prestasse, apenas o coringa Jansen. Time sem alas hoje depende meio campo e quando os adversários percebem congestionam o meio para levar vantagem.
    Este ano o filme se repete com Ronael, Cesinha e cia.

    • Concordo. Agora tudo de dificuldades que Remo tem é por conta do ER. O time são 11 jogadores. De fato, o jogador não está em boa fase. Mas, é craque e o cara não desaprende. Acho que tem que ter paciência com o jogador. Não está bem. Mas, pode fazer a diferença mais tarde. Diferente de atletas sem nenhum bom histórico como um Jaime, por exemplo, que o Remo insistiu com ele.

  6. Vinicius, Jansen, Fredson, Mimica, Mandai; Lailson, Lukinha, Robinho, Wesley, Ermel, E. Ramos.

    Um ótimo time.

  7. Com todo respeito ao jogador, que já nos deu sim muitas alegrias. Mas os tempos são outros e penso que o melhor caminho pro Eduardo Ramos e ser emprestado para outro clube, assim como fizeram com o Cezinha, que foi emprestado ao Uberlândia. Todos sabemos que o Eduardo Ramos só está no Remo pq o clube deve grana pra ele. As duas partes tem que procurar chegar em um outro acordo pra quitar essa dívida, mas com ele jogando em outro clube.

  8. Eduardo Ramos tem experiência, é bom finalizador e pode agregar ao clube mesmo sem ser titular absoluto. A série C é um campeonato longo e o Remo precisa de elenco, peças de reposição, jogadores qualificados. Ele foi dispensado pelo Remo e foi para o Cuiabá… Sabemos o que aconteceu: ele subiu com o clube para a série B. Não adianta dispensar o Eduardo Ramos e trazer um qualquer…. Se for pra fazer isso, tem que trazer um que seja do nível dele pra cima

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