Jogadores remistas realizam atividade física
Jogadores remistas realizam atividade física

Dispensas, contratações, lançamentos e apresentações. A última semana pelos lados do Clube do Remo foi bastante movimentada, independentemente do segmento focado. Todavia, nenhum assunto foi tão comentado quanto o preparatório para as suas partidas, especificamente em cima do condicionamento físico, devido ao baixo rendimento apresentado na partida frente ao Tapajós, que encerrou em 1 a 1, no dia 07/03.

A apresentação um tanto quanto amadora por parte de alguns atletas, que tiveram 10 dias para se condicionar e descansar para o confronto realizado no melhor gramado do Estado, em Santarém, além do próprio clima, que corroborou para o desempenho de um futebol, no mínimo, regular, gerou críticas da torcida, assim como da própria comissão técnica.

Na partida deste sábado (16/03), alguns jogadores acabaram nem sendo relacionados por não estarem aptos fisicamente para atuação, assim, dando foco no trabalho de força para que encontrassem a melhor forma física para os compromissos seguintes.

“Se o jogador não se cuidar fora de campo, ele não vai conseguir jogar, mas não significa que ele esteja mal fisicamente”, explicou o treinador Márcio Fernandes, ao falar sobre o que pode ter influenciado na produtividade de alguns jogadores. O técnico azulino tem razão.

De acordo com o preparador físico e especialista na ciência do exercício, João Antônio Nascimento, conforme o apresentado, faltou um cuidado em cima do trabalho individual.

“O principal problema é que é necessário saber, antes de colocar para o jogo, como está o VO2 máximo do jogador (capacidade máxima do corpo em transportar e metabolizar oxigênio durante atividade física), principalmente de posição para posição, que é o que deve ter uma maior preocupação”, disse.

“Hoje não se tem tanto cuidado, que é o que peca muito na preparação física em vários clubes”, explicou.

O profissional ainda fez um balanço referente à capacitação em cima dos setores, pois, mesmo que o esporte seja coletivo, o posicionamento é distinto, o que ocasiona em melhor ou pior desempenho individualmente.

“É preciso usar métodos diferentes, por exemplo, os meias e os laterais precisam de uma carga alta, de intensidade, porque eles correm mais e estão em ambiente de raciocínio mais rápido do que zagueiros e atacante, que jogam mais isolados. Ou seja, mesmo com essa mini pré-temporada de 10 dias pelo Carnaval, não se teve a preocupação de fazer testes antes do jogo para saber a capacidade das vias de transportes de energia, já que o trabalho, até então, parecia estar sendo executada de boa forma”, concluiu.

A nova equipe responsável pela preparação física azulina salientou alguns trabalhos que serão feitos ao longo da semana e os especialistas deram algumas dicas:

Trabalho individual

Apesar do futebol ser um esporte coletivo, a equipe é formada por peças individuais, o que naturalmente faz com que um jogador varie para outro, seja no biotipo, força, explosão, etc. Desse modo, uma bateria de exercícios voltada para cada atleta, especialmente nos que estão fora de forma, é primordial para um êxito tanto individual quanto coletivo.

Posicionamento

Um dos fatores que pode ter prejudicado o Remo na 7ª rodada foi a improvisação de certos jogadores fora da sua posição de ofício, pois cada função é diferente da outra, o que naturalmente exige mais esforço e mais condicionamento, dependendo da posição no campo. Desse modo, o trabalho voltado especificamente por posições é necessário para que o jogador possa se adaptar a outras funções de forma sadia e não em ocasiões circunstanciais.

Rotatividade

Embora no futebol quanto maior for a frequência para o entrosamento de uma equipe, para alguns, devido às condições atípicas do futebol local, como clima e gramado, é interessante uma rotatividade pontual para a recuperação de certas peças. Além disso, proporciona a outros profissionais o ambiente de jogo.

Principais críticas apontam falta de padrão tático no time azulino

Uma das principais críticas em cima do antigo treinador do Clube do Remo, João Nasser Neto, era a falta de um padrão tático e técnico, com mudanças em todas as partidas.

Mesmo que a equipe de Netão não tenha demonstrado fadiga ao longo dos compromissos, esse pode ter sido um início para a “explosão de moleza” dos jogadores, pois com a nova metodologia da comissão técnica que hoje esta à frente, o físico dos jogadores não assimilou positivamente as novas metodologia cobradas.

“O que se percebe é que a resposta dos jogadores foi contrária ao que foi cobrada. A falta de padrão, sem a continuidade nas partidas, aponta isso. O gramado com boas condições fez a partida ficar mais corrida e demonstrou o abatimento dos jogadores. É uma teoria, em que vemos a associação do físico e do tático do clube nesse momento, que não estiveram em conjunto”, salientou o educador físico Roger Freitas.

Nesse contexto, em um salto evolutivo a curto prazo, um ponto que pode ser explorado para exista a melhora, tanto no físico quanto no rendimento coletivo em campo, é a monitoração, além do próprio compromisso do atleta.

“Quando a gente atrela algo ao corpo, ao físico, muita coisa pode influenciar. Vida de atleta é diferente, porque o corpo é o seu instrumento de trabalho. Todo profissional da área sabe como manusear e preparar o atleta, mas às vezes o próprio atleta não se ajuda. É importante destacar que o compromisso para seguir com os trabalhos é uma responsabilidade também dos jogadores”, disse a preparadora Aline Mendes.

Diário do Pará, 17/03/2019

2 COMENTÁRIOS

  1. Beleza, agora que já descobriram a causa, o que deveriam ter feito desde que chegaram, esperamos que as coisas melhorem. Tendo em vista que, desde de que esse treinador e seu filho chegaram aqui, só sabem reclamar e jogar a culpa pelas mazelas do time nas costas do Netão. Pelo menos nesse quesito não temos o que reclamar do Netão, pois o mesmo teve a hombridade de assumir a responsabilidade pelo que acontecia à época que era treinador ! Não contratamos profissionais para desvendar os problemas do clube e sim para resolve-los ! Então nos entreguem, no mínimo, um time com um condicionamento físico BOM.

    ESSE TIPO DE ATITUDE DESSA COMISSÃO TÉCNICA ME PREOCUPA !!!!!!

  2. Walter centroavante deveria ser o rei do futebol paraense. Nada a ver. Biotipo não define percentual de gordura.

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