Carrossel
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A diretoria do Clube do Remo alinhou uma estratégia para tentar concretizar a negociação da área do Carrossel. A ideia, no próximo dia 30/08, é dos azulinos apresentarem aos empresários interessados no local, a proposta de parcelamento da dívida remista, já munidos com as certidões negativas, que foram obtidas após pagamento da primeira parcela do acordo tributário, no valor de R$ 133 mil. A parcela corresponderá à primeira das 60 que o clube precisa pagar pelos próximos cinco anos.

“Se o grupo aceitar essa proposta de pagamento das dívidas do clube, a negociação pode ser fechada já no dia 30/08, mas acho pouco provável porque, com certeza, eles (empresários) pedirão um tempo para analisar a proposta”, explica Pablo Coimbra, advogado do Clube do Remo. O possível pedido de avaliação a ser feito pelos empresários, pode acontecer pelo fato da negociação ser realizada em regime de comodato. Em outras palavras, eles adquirem a área, mas se responsabilizam por pagar as dívidas do Remo.

De qualquer forma, o Leão já tem em mãos o caminho para obter as certidões negativas, a principal exigência dos empresários. “A ida da diretoria a Brasília (DF) na semana passada foi fundamental nesse processo”, diz Coimbra, referindo-se a viagem feita por Francisco Rosas, diretor do clube, para encontrar os secretários da Receita Federal, onde foi estabelecido esse parcelamento da dívida federal em 60 parcelas de R$ 133.333,00.

“Pagando essa primeira parcela, consta que o Remo não tem mais dívida e volta a ficar livre para negociações de patrocínio, venda, compra e outras coisas”, destaca Coimbra. “Em Belém, o Remo conseguiu fazer todo o levantamento das dívidas, mas em Brasília é que conseguimos uma proposta de parcelamento”, resume o advogado remista.

Diário do Pará, 22/08/2013