Presidente do Remo diz que faltou parceiro para obra na área das Mercês e aponta limitações financeiras para ampliar Centro de Treinamento.
Da redação do Remo 100%
O presidente do Clube do Remo, Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão, reconheceu que não conseguiu cumprir uma das promessas feitas durante sua gestão – a realização de obras na área da Travessa das Mercês, no Baenão.
Em entrevista publicada neste domingo (08/11), pelo O Liberal, o dirigente explicou que a falta de um parceiro disposto a financiar o projeto impediu a execução da intervenção.
Ao fazer um balanço dos três anos à frente da presidência azulina, Tonhão também abordou as dificuldades para ampliar o Centro de Treinamento e destacou as melhorias realizadas na estrutura utilizada pelo Departamento de Futebol.
Obra das Mercês ficou pendente
Questionado sobre o cumprimento do planejamento para o Baenão, Tonhão avaliou que boa parte das intervenções previstas foi realizada.
O presidente destacou a modernização da área próxima à Avenida 25 de Setembro, incluindo vestiários, refeitório e espaços administrativos. Também citou investimentos no Núcleo Azulino de Saúde e Performance (NASP), com novos equipamentos e uma área de recuperação física para os atletas.
“Na minha visão, foi a minha grande obra”, apontou.
A intervenção planejada para o lado das Mercês, entretanto, não saiu do papel.
“Infelizmente foi uma promessa que fiz e talvez seja uma das poucas que não realizei”, reconheceu Tonhão.
Segundo o dirigente, o clube não encontrou um parceiro interessado em assumir o investimento necessário para executar a obra.
CT esbarrou na falta de recursos
O presidente também foi questionado sobre o avanço das obras no Centro de Treinamento do Remo.
Tonhão atribuiu as limitações financeiras à dificuldade de executar o projeto na velocidade desejada. Segundo ele, uma parceria com a iniciativa privada permitiu iniciar a construção de um campo e de instalações de apoio.
O clube também utiliza recursos próprios para realizar outras melhorias.
A intenção, de acordo com o dirigente, é oferecer condições de trabalho não apenas ao elenco profissional, mas também às equipes femininas e às categorias de base a partir de 2027.
Tonhão reconheceu que a disponibilidade financeira foi determinante para o ritmo das intervenções.
“Faltou dinheiro, né? O dinheiro é o principal”, lamentou.
Melhorias realizadas durante a gestão
Apesar das obras ainda pendentes, Tonhão apontou as intervenções no Baenão como parte importante do legado de sua administração.
Entre os investimentos mencionados estão a reforma de ambientes utilizados pelos jogadores e pela comissão técnica, a melhoria da estrutura administrativa e a aquisição de equipamentos voltados à preparação e recuperação física.
O presidente também destacou a instalação de seis banheiras para recuperação dos atletas, com utilização de água quente e fria.
As declarações foram concedidas no encerramento do mandato iniciado em 2023. A continuidade dos projetos de infraestrutura dependerá das decisões da administração escolhida na eleição presidencial deste domingo (08/11).
Com informações de O Liberal.


