Fair Play Financeiro – Foto: Júnior Souza/CBF
Fair Play Financeiro – Foto: Júnior Souza/CBF

Clube saiu de orçamento de R$ 38 milhões em 2024 para R$ 220 milhões em 2026, enquanto dívida fiscal caiu de R$ 34 milhões para R$ 14 milhões.

Da redação do Remo 100%, em 26/08/2026

Dois acessos consecutivos e o retorno à Série A depois de 32 anos modificaram também a realidade financeira do Remo. Em apenas 2 anos, o orçamento azulino saltou de R$ 38 milhões para R$ 220 milhões, enquanto a dívida fiscal seguiu caminho inverso e caiu mais da metade.

Os números foram publicados pelo Globo Esporte, que apurou as informações junto a uma fonte ligada ao clube.

Em 2024, quando disputava a Série C, o Remo trabalhava com orçamento de R$ 38 milhões. O valor chegou a R$ 90 milhões na Série B de 2025 e alcançou R$ 220 milhões na atual temporada.

Na comparação entre 2024 e 2026, o crescimento é de quase 500%. O aumento de receita permitiu ao Remo realizar operações que seriam difíceis de imaginar pouco tempo atrás.

O principal exemplo foi o volante argentino Leonel Picco, comprado do Platense (Argentina) por R$ 9 milhões, transformando-se na contratação mais cara da história azulina.

Camisa também alcança novo patamar

O uniforme do Remo acompanha a valorização. Somadas as marcas atualmente estampadas, os contratos representam aproximadamente R$ 23 milhões em patrocínios na temporada, maior valor já registrado pelo clube nesse segmento, de acordo com a publicação.

O crescimento financeiro também chegou à estrutura. O clube investiu R$ 600 mil na reforma do Ginásio Serra Freire e realizou melhorias em áreas do Baenão utilizadas diariamente pelo futebol profissional, incluindo vestiários, academia e departamento de fisioterapia.

Dívida fiscal cai de R$ 34 milhões para R$ 14 milhões

Enquanto o orçamento cresceu, o passivo fiscal diminuiu. Segundo os números publicados pelo Globo Esporte, a dívida que estava em R$ 34 milhões caiu para R$ 14 milhões no mesmo intervalo de 2 anos – redução superior a 50%.

A evolução ganha importância em um momento no qual o futebol brasileiro passa a conviver com novas regras de sustentabilidade financeira.

O Diário Online informou que o Remo aparece dentro dos parâmetros apresentados no processo de implantação do sistema de controle financeiro da CBF. A avaliação teria considerado os relatórios de 2026 e os balanços de 2023, 2024 e 2025.

O modelo implantado pela CBF estabelece critérios relacionados à solvência, controle dos custos esportivos, endividamento e capacidade financeira dos clubes.

A fiscalização cabe à Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF).

Isso não significa que o trabalho financeiro do Remo esteja encerrado. O orçamento atual também acompanha as maiores despesas e exigências de competir na elite nacional.

O salto dos últimos anos, porém, mostra o tamanho da transformação provocada pelos acessos consecutivos – o clube que administrava R$ 38 milhões na Série C agora trabalha com um orçamento próximo de 6 vezes aquele valor, ao mesmo tempo em que conseguiu reduzir significativamente sua dívida fiscal.

Dentro de campo, a missão imediata continua sendo permanecer na Série A. Fora dele, os números mostram que o Remo de 2026 já opera em uma dimensão bastante diferente daquela de apenas duas temporadas atrás.

Com informações de Globo Esporte, Diário Online e CBF.

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