Plano reativo funciona no primeiro tempo, mas falta de posse e contra-ataques deixa o Leão vulnerável à virada do Fluminense-RJ.
Da redação do Remo 100%, em 24/08/2026
O problema do Remo contra o Fluminense (RJ) não foi simplesmente ter pouca posse de bola. A equipe entrou no Maracanã preparada para defender em bloco baixo, fechar os espaços e atacar em velocidade. A estratégia funcionou durante o primeiro tempo, mas não ofereceu alternativas suficientes quando o adversário aumentou a pressão.
O time carioca terminou a partida com 73% de posse e 20 finalizações, sendo 9 chutes na direção do gol. O Remo teve 7 tentativas e somente uma acertou a meta – justamente a conclusão de Jajá, que abriu o placar.
O gol demonstrou como o plano poderia funcionar. Marcelinho encontrou espaço pela direita, avançou e cruzou para o atacante remista finalizar de primeira. Foi uma jogada rápida, objetiva e executada no momento em que a defesa adversária estava desorganizada.
O problema foi a falta de repetição!
Recuperar a bola não foi suficiente
O Remo conseguiu 38 recuperações durante a partida, mas raramente transformou essas retomadas em ataques perigosos. A equipe entrou apenas 33 vezes no terço final, contra 72 do Fluminense (RJ).
A diferença na troca de passes também ajuda a explicar o sufoco. Foram 713 passes do time carioca e 268 do Leão. Sem conseguir reter a bola no ataque, os azulinos devolviam rapidamente a posse e precisavam reiniciar o trabalho defensivo.
A defesa acumulou 15 cortes, 12 interceptações e 10 desarmes. Marcelo Rangel fez 7 defesas. O sistema resistiu durante bastante tempo, mas foi submetido a uma pressão contínua.
Há uma diferença entre atuar de maneira reativa e ficar impossibilitado de sair do próprio campo. O Remo começou a partida fazendo a primeira coisa, mas terminou preso na segunda.
Ataque não conseguiu oferecer alívio
Depois do empate de Hulk, o Remo precisava manter a organização e, ao mesmo tempo, ameaçar o adversário para diminuir a pressão. Entretanto, isso não aconteceu.
Embora tenha finalizado 5 vezes no segundo tempo, nenhuma tentativa azulina acertou o gol de Fábio. Gabriel Taliari permaneceu durante os 90 minutos sem finalizar, não completou dribles e perdeu a posse 13 vezes.
Para uma equipe que já tinha pouco contato com a bola, cada perda no setor ofensivo representava uma nova oportunidade para o Fluminense (RJ) avançar.
O gol de Kevin Serna não surgiu como um episódio isolado. Foi consequência do volume acumulado pelo time carioca e da incapacidade do Remo de alterar a dinâmica do confronto.
A estratégia manteve o Leão competitivo e permitiu que a equipe abrisse o placar. Entretanto, faltaram contra-ataques mais frequentes, maior retenção da bola e capacidade de empurrar o adversário para longe da área de Marcelo Rangel.
A derrota no Maracanã deixa uma lição para a sequência da Série A – o Remo pode ser reativo sem abrir mão de jogar, mas apenas resistir dificilmente será suficiente durante 90 minutos.
Com informações de Diário Online.


