Vitor Bueno e Leonel Picco – Foto: Samara Miranda/Clube do Remo
Vitor Bueno e Leonel Picco – Foto: Samara Miranda/Clube do Remo

Acostumado às condições locais e com protocolo de preparação física, Leão pode ter vantagem diante de equipes menos adaptadas ao calor e à alta umidade.

Da redação do Remo 100%, em 23/08/2026

A previsão de um período de calor mais intenso nos próximos meses pode transformar a preparação física em um fator ainda mais importante para o Remo na reta final da temporada. Segundo análise do jornalista Carlos Ferreira, em coluna publicada em O Liberal, os efeitos associados ao El Niño devem aumentar o desgaste provocado pelas altas temperaturas e pela umidade na região.

Na avaliação apresentada, as condições climáticas podem representar uma dificuldade adicional principalmente para as equipes visitantes que terão compromissos contra o Remo em Belém até o início de dezembro.

O possível impacto esportivo, porém, é colocado em segundo plano diante das consequências mais amplas que o calor intenso pode provocar à saúde e à rotina da população.

Protocolo do Remo ganha importância

Dentro desse cenário, a coluna destaca o trabalho desenvolvido pelo NASP (Núcleo Azulino de Saúde e Performance). O protocolo coordenado pelo médico Jean Klay e sua equipe envolve acompanhamento da hidratação, alimentação, sono, reposição de vitaminas e utilização de recursos tecnológicos na recuperação dos jogadores.

Um dos pontos de atenção é justamente a perda de líquidos e eletrólitos provocada pela transpiração durante treinamentos e partidas.

De acordo com a análise, o Remo apresenta um dos menores índices de perdas por lesão mesmo enfrentando uma temporada marcada por jogos intensos e viagens desgastantes. O trabalho preventivo também é apontado como um dos fatores que ajudam na manutenção do rendimento físico da equipe.

O cuidado tende a ganhar ainda mais relevância caso as temperaturas aumentem nos próximos meses. A coluna cita que um jogador pode perder, em média, cerca de 3 quilos durante uma partida e projeta que esse desgaste possa crescer em condições de calor mais severas, aumentando também a atenção para episódios de câimbras e outros sinais de fadiga.

Desempenho na parte final dos jogos

Outro aspecto destacado é o comportamento recente do Remo ao longo das partidas. Segundo Carlos Ferreira, a equipe tem apresentado rendimento melhor no segundo tempo em diferentes confrontos.

O jornalista cita as vitórias sobre Botafogo (RJ) e Chapecoense (SC) fora de casa e sobre o São Paulo (SP) em Belém, além das reações que resultaram em empates diante de Atlético (MG) e Internacional (RS). Na Copa do Brasil, lembra ainda que o Remo conseguiu competir em alto nível contra o Santos (SP), mesmo atuando parte do confronto com um jogador a menos.

Para o colunista, esse desempenho ajuda a demonstrar a importância do trabalho de preparação e recuperação física desenvolvido no clube.

Jogadores de maior porte físico, como os volantes Zé Welison e Patrick, são apontados como exemplos de resistência dentro do elenco. Já atletas mais leves e de grande intensidade, como o lateral-direito Marcelinho, exigem atenção especial diante do alto nível de esforço durante as partidas.

Com uma sequência decisiva pela frente na luta contra o rebaixamento da Série A, o controle de carga, a hidratação e a recuperação dos jogadores passam a ter peso ainda maior. Em um ambiente de temperaturas elevadas, ciência, tecnologia e preparação física podem se tornar componentes importantes para que o Remo mantenha o nível de desempenho ao longo dos 90 minutos.

Com informações da coluna de Carlos Ferreira, em O Liberal.

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