Remo 2×2 Atlético-MG (David Braga) – Foto: Pedro Souza/Atlético-MG
Remo 2×2 Atlético-MG (David Braga) – Foto: Pedro Souza/Atlético-MG

Leão sofreu com domínio do Atlético-MG antes do intervalo, ganhou agressividade com as substituições e encontrou forças para buscar o empate no Mangueirão.

Da redação do Remo 100%, em 08/08/2026

O empate em 2 a 2 com o Atlético (MG) revelou duas versões distintas do Remo no Mangueirão. Depois de recuar excessivamente e permitir que o adversário controlasse o primeiro tempo, o Leão ganhou agressividade com as mudanças realizadas por Léo Condé e conseguiu buscar a igualdade na etapa final.

O contraste entre os dois períodos reforçou a avaliação feita por Gabriel Taliari após a partida. Autor do gol de empate, o atacante reconheceu a evolução depois do intervalo, mas alertou que uma equipe da Série A não pode apresentar comportamentos tão diferentes dentro do mesmo jogo.

Pouca posse, mas presença ofensiva

Depois de abrir o placar com Jajá logo aos 2 minutos, o Remo baixou suas linhas e entregou o controle territorial ao Atlético (MG). Na primeira etapa, o time mineiro registrou 73% de posse de bola e completou 390 passes, diante de 27% de posse e 117 passes certos da equipe azulina.

A diferença, entretanto, não significou ausência de produção ofensiva. O Remo terminou o primeiro tempo com 6 finalizações, contra 5 adversárias. Cada equipe acertou o alvo 2 vezes.

Os números mostram que o problema esteve menos na capacidade de chegar ao ataque e mais na dificuldade para conservar a bola, escapar da pressão e controlar o ritmo da partida. O Leão buscava acelerar assim que recuperava a posse, mas não conseguia sustentar suas ações no campo ofensivo.

Com liberdade para circular a bola, o Atlético (MG) passou a explorar os espaços no lado esquerdo da defesa azulina. Foi por aquele setor que surgiram as jogadas dos gols de Reinier e Bernard, marcados em um intervalo de apenas 4 minutos.

Mudanças transformam o Remo

Léo Condé modificou a equipe no intervalo, promovendo as entradas de David Braga e Alef Manga nos lugares de Leonel Picco e Matheus Alexandre. Yago Pikachu foi deslocado para a lateral direita e o Remo voltou para a etapa final com postura mais agressiva.

A mudança apareceu também nas estatísticas. O Leão passou a ter 59% da posse de bola e finalizou 6 vezes no segundo tempo. O Atlético (MG) ficou com 41% e registrou 5 conclusões.

Mais presente no campo adversário, o Remo conseguiu pressionar a saída atleticana e reduzir os espaços para a troca de passes. A entrada de Vitor Bueno aumentou a capacidade de criação e teve efeito imediato – pouco depois de entrar, o meia encontrou Taliari livre para marcar o gol que definiu o empate.

Destaques individuais

Jajá recebeu a maior nota entre os jogadores do Remo, com 7,7 no SofaScore. Além de abrir o placar, o atacante terminou a partida com 3 finalizações, sendo 2 no alvo, além de 1 passe decisivo e 5 conduções progressivas.

Gabriel Taliari alcançou a nota 7,3 na plataforma. Autor do segundo gol azulino, o camisa 19 finalizou 3 vezes, sofreu 3 faltas e venceu 4 dos 6 duelos aéreos que disputou, consolidando-se como referência no ataque durante os 90 minutos.

Zé Welison recebeu nota 7,1. Entre os jogadores que começaram no banco, Vitor Bueno e Alef Manga também tiveram participação importante na reação, respectivamente, com avaliações 7,1 e 7,0.

Reação aponta caminho, mas equilíbrio ainda preocupa

O Remo não controlou toda a partida, mas encontrou no segundo tempo a intensidade e a presença ofensiva que haviam faltado antes do intervalo. A reação evitou a derrota, mas não foi suficiente para tirar a equipe da zona de rebaixamento.

Com 22 pontos, o Leão continua pressionado na parte inferior da classificação. O desafio para os próximos jogos será transformar a postura da etapa final em um comportamento mais constante, sem depender de uma situação adversa no placar para aumentar a agressividade.

Depois de 6 partidas em 17 dias, Léo Condé terá pouco mais de uma semana para trabalhar antes da visita ao Internacional (RS), no dia 17/08, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS).

O intervalo oferece ao treinador a oportunidade de recuperar o elenco e procurar o equilíbrio que o Remo ainda não conseguiu sustentar ao longo dos 90 minutos.

Com informações do Diário Online.

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