Neste domingo (31/05), o o Remo volta a campo para encarar o São Paulo (SP), pela 18ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, em busca de encerrar a primeira parte da competição perto de sair da zona de rebaixamento.
O Leão não terá o goleiro Marcelo Rangel e o centroavante Gabriel Taliari, lesionados, além do atacante Jajá, suspenso por ter sido expulso na rodada anterior. O atacante Alef Manga ainda é dúvida e deve passar por testes nos treinos até a partida.
O maior desafio azulino é conseguir repetir em casa o que consegue fazer fora. Como mandante, o Leão venceu apenas uma vez, na goleada sobre o Bahia (BA), ainda na 8ª rodada, enquanto que já ganhou Botafogo (RJ) e Chapecoense (SC) fora de casa.
O atacante Yago Pikachu, artilheiro do time na temporada com 6 gols e com 4 assistências, sabe que é preciso maior regularidade para dar prosseguimento à recuperação interrompida pela derrota para o Athletico (PR), no Mangueirão, no domingo (24/05).
“A gente tem que resgatar novamente a confiança do elenco, porque estávamos vivendo uma sequência boa de resultados. Acho que era nossa melhor sequência desde o início da temporada, com 4 ou 5 jogos sem perder, conquistando pontos fora de casa. A gente foi para esse jogo contra o Athletico (PR) com uma expectativa muito grande do que a gente tinha feito nos jogos anteriores e acabou que não aconteceu como a gente esperava”, disse.
“Temos que seguir em frente, a gente não pode se abater, não pode abaixar a cabeça. Já temos mais um jogo importante no domingo (31/05) e a gente quer chegar nessa parada da Copa com uma vitória para nos manter o mais próximo possível naquele pelotão das equipes que tem 20, 21 pontos. Quanto mais próximo deles é melhor para a gente”, completou Pikachu.
O jogador azulino pregou uma maior tranquilidade e confiança para não desperdiçar pontos em Belém. Experiente, ele sabe que é em casa que se garante os pontos necessários para não correr maiores riscos no final.
“A ansiedade de vencer os jogos dentro de casa tem atrapalhado. A gente tem um retrospecto ruim como mandante. Quando começou o campeonato, falava lá no vestiário que o fator casa faz muita diferença em uma disputa como essa. Realmente, nosso aproveitamento está abaixo do esperado. A ansiedade atrapalha nosso desempenho, nossa mobilidade. Porque em alguns momentos a gente pode pressionar melhor e em outros momentos a gente pode se defender melhor”, comentou.
Pikachu destaca que essa segurança é necessária para poder administrar os jogos em casa, quando é preciso ir para cima e os espaços aparecem para ambos os lados.
“A gente precisa encontrar um equilíbrio para esses jogos dentro de casa para que a gente não sofra tanto. Tem que saber jogar melhor esse tipo de jogo. Querendo ou não, dentro de casa você também tem que se expor um pouquinho mais, você tem que propor o jogo um pouquinho mais. A gente precisa saber lidar com isso para ter melhores resultados em casa”, encerrou.
Diário do Pará, 28/05/2026


