Um dos nomes mais questionados por parte da torcida do Remo quando o campeonato começou, Marcelinho era visto no máximo como um reserva. Pesava nessa avaliação o fato de ser um remanescente da campanha na Série B, o que gerava um indisfarçado ranço de preconceito.
Na bola, com esforço e disciplina, o lateral-direito reverteu as expectativas. Para isso, contribuiu a evolução no plano físico, após se recuperar de uma lesão no início da competição. Aos poucos, foi mostrando a todos que tinha futebol para mostrar e convencer.
Sob o comando de Léo Condé, Marcelinho evoluiu muito, a ponto de se tornar um titular incontestável, peça estratégica no modelo de jogo que a equipe pratica atualmente. A técnica – que sempre teve – permite fugas pelo lado direito e faz dele uma arma ofensiva preciosa para o Remo.
Marcou um gol de cabeça contra o RB Bragantino (SP), posicionando-se como um atacante que ataca espaços. Contra o Bahia (BA), na Arena Fonte Nova, deu um pique de 30 metros para cruzar uma bola na cabeça de Alef Manga, já nos minutos de acréscimo de uma partida desgastante.
Naquele lance ficou evidenciada a exuberância física que faltou no período em que o Remo ainda era treinado por Juan Carlos Osorio, com as incertezas próprias daquele momento. Recondicionado, Marcelinho passou a ser o ala veloz e preciso nos cruzamentos que o time não tinha.
Na partida diante do Botafogo (RJ), outra boa participação dele, fundamental para o triunfo. No domingo (17/05), contra a Chapecoense (SC), Marcelinho pareceu juntar todas as boas performances anteriores e entregou um desempenho que teve grande importância no resultado final na Arena Condá.
Além da participação nos lances do 2º e do 3º gols, o ala apareceu para finalizar em 3 situações agudas. Não há dúvida de que, a partir de agora, Marcelinho deixa de figurar no grupo de jogadores que sempre encabeçavam as cobranças mais azedas da torcida azulina.
Blog do Gerson Nogueira, 19/05/2026


