Após a vitória por 3 a 1 sobre o Bahia (BA), fora de casa, o técnico Léo Condé destacou a execução do plano de jogo e a leitura estratégica da partida na Arena Fonte Nova, nesta quarta-feira (22/04).
Segundo o treinador azulino, um dos principais objetivos foi neutralizar os pontos fortes do adversário, especialmente as jogadas ensaiadas e a construção ofensiva consolidada ao longo do trabalho de Rogério Ceni.
“É sempre muito difícil enfrentar o Bahia (BA). É uma equipe que tem mecanismos muito particulares, que joga junto há bastante tempo. O primeiro ponto foi tentar neutralizar as principais ações, inclusive a bola parada. Sofremos o gol, mas conseguimos controlar em alguns momentos”, afirmou.
Condé também ressaltou a capacidade do Remo de suportar a pressão inicial e explorar os espaços deixados pelo time baiano.
“No primeiro tempo, a gente já imaginava uma pressão forte do Bahia (BA), mas conseguimos suportar e, ao mesmo tempo, gerar preocupação com nossas transições. No segundo tempo, sabíamos que os 15 minutos iniciais seriam decisivos. Com o empate, eles iriam se expor mais e a gente aproveitou isso”, explicou.
O treinador apontou ainda a mudança de postura da equipe ao longo da etapa final, com linhas mais altas de marcação, o que resultou diretamente no lance do segundo gol.
“Sentimos que podíamos avançar a marcação e pressionar a saída de bola. Conseguimos fazer isso no lance que originou o pênalti. Depois, no fim, teve a jogada do Marcelinho para o Alef Manga”, disse.
Apesar da posse de bola superior dos donos da casa, Condé avaliou o jogo como equilibrado em termos de chances criadas.
“O Bahia (BA) teve mais posse, mas em oportunidades claras, foi um jogo bem parecido”, completou.
O treinador também comentou sobre os frequentes confrontos com Rogério Ceni e evitou tratar o retrospecto como fator determinante.
“São confrontos equilibrados. Cada um tem sua maneira de trabalhar e a gente procura fazer o melhor, não só contra o Bahia (BA), mas contra qualquer adversário”, falou.
Sobre o desempenho em bolas paradas, Condé reconheceu limitações no tempo de preparação, mas destacou ajustes feitos dentro da rotina apertada de jogos.
“A gente tem tido pouco tempo para treinar. Não tivemos semanas abertas, mas mesmo assim, tentamos ajustar alguns fundamentos. Precisamos de mais tempo para criar mais mecanismos”, explicou.
O técnico também valorizou o impacto emocional da vitória, especialmente diante de um início de temporada irregular no Campeonato Brasileiro.
“O aspecto anímico é muito importante. É difícil mensurar, mas pesa muito. Conseguir uma vitória expressiva aqui em Salvador (BA) nos deixa confiantes de que o time tem capacidade de reagir”, disse.
Condé citou atuações recentes como sinais de evolução, como o empate contra o Grêmio (RS), fora de casa, e o desempenho diante do Vasco (RJ), no Mangueirão.
“A equipe mostrou que tem potencial para reagir dentro do Brasileirão”, defendeu.
De olho na sequência da temporada, o treinador destacou a importância do apoio da torcida nos próximos jogos em Belém, incluindo o confronto contra o Cruzeiro (MG), no Baenão, neste sábado (25/04), a partir das 18h30.
“Temos 4 jogos em casa nas próximas 6 rodadas. O apoio do torcedor será fundamental. Esperamos criar uma mobilização grande para buscar os resultados”, projetou.
Sobre a formação utilizada na partida, Condé indicou que pretende manter uma base, com variações estratégicas conforme cada adversário.
“A base precisa ser mantida, mas sempre com ajustes de acordo com o jogo e com os atletas disponíveis”, explicou.
Por fim, o treinador deixou um recado ao torcedor azulino, reconhecendo o apoio mesmo diante das dificuldades no início da temporada.
“O torcedor está chateado, mas não abandonou a equipe. Tem apoiado do começo ao fim. No Baenão, esperamos uma presença maciça. Vamos nos superar para buscar mais um resultado positivo”, concluiu.
O Liberal.com, 22/04/2026


