Nas 4 primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro da Série A, por mais que não tenha vencido, o Remo conseguiu disputar de igual para igual com seus adversários. Mesmo na derrota para o Vitória (BA), na estreia, o time azulino teve seus momentos. Os empates contra Mirassol (SP), Atlético (MG) e Internacional (RS) foram no mesmo caminho, com alternância de dominância durante os 90 minutos.
Porém, na 5ª rodada, no jogo de quinta-feira (12/03), em pleno Mangueirão, o Leão teve um choque de realidade. Ao perder de 2 a 0 para o Fluminense (RJ), que jogou em ritmo de treino, a equipe paraense pode ter tido uma lição preciosa.
Voltando à elite nacional após 32 anos, a adaptação é obrigatória e tem que ser rápida. Se o objetivo principal da temporada é se manter na competição, vai ter que fazer muito mais do que vem fazendo!
Por mais que alguns confrontos sejam de uma disparidade técnica enorme, não dá para mostrar a apatia que houve no último jogo. Agora, o Remo terá dois desafios complicados pela frente, em jogos seguidos fora de casa. Neste domingo (15/03), encara o Coritiba (PR), no Couto Pereira. Na quarta-feira (18/03), vai enfrentar o Flamengo (RJ), no Maracanã.
Se a equipe carioca é favorita diante de todos os outros adversários dessa competição, diante do investimento e dos resultados recentes nos últimos anos, os paranaenses seriam, em teoria, um adversário do mesmo nível dos azulinos, por ser uma equipe que, assim como o Remo, veio da Série B no ano passado.
Por outro lado, enquanto o começo da equipe paraense tem sido de “patinadas”, a do próximo adversário tem sido de um êxito até surpreendente. O Coritiba (PR) está na 7ª posição, enquanto o Leão está na zona de rebaixamento.
O trabalho do técnico Léo Condé ainda é inicial e ele deixou claro na entrevista após o jogo contra o Fluminense (RJ) que muita coisa ainda precisa ser feita, inclusive conhecer melhor as peças que tem em mãos.
Sem poder inscrever jogadores neste momento, o elenco do Remo é o que há e é com ele que Condé vai ter que armar o time para o jogo deste final de semana. Dificilmente haverá muitas mudanças em relação ao que vem jogando, pelo menos de peças, mas a mudança terá que ser com a atitude.
“Vamos ter muitos jogos com intervalos curtos e todos têm que estar preparados para jogar de uma partida para outra. A gente pretende botar uma, duas, três peças, muito mais por necessidade, mas a gente precisa mais do que botar peças. Acho que foi algo que aconteceu muito no início do ano, até por necessidade do treinador ter que oferecer aos atletas”, explicou Condé, falando sobre a utilização da totalidade do elenco remista.
Para o meia Vitor Bueno, principal responsável pela criação de jogadas do Remo, é o momento de cada um olhar para o que tem deixado de fazer e como mudar para que o time consiga vencer na competição.
“Temos que olhar para dentro de nós e ver onde estamos errando, porque já se passaram 5 rodadas e não conseguimos vencer. Alguma coisa está errada, precisamos melhorar, nos doar mais. Domingo (15/03) tem um jogo e no meio da semana tem outro. Precisamos fazer mais”, afirmou.
Diário do Pará, 14/03/2026


