Léo Condé – Foto: Divulgação (Ceará-CE)
Léo Condé – Foto: Divulgação (Ceará-CE)

A saída do técnico Juan Carlos Osorio, após 14 jogos no comando do time do Remo, configurou uma guinada de volta à normalidade.

Confuso, excêntrico, disruptivo, atrapalhado… O colombiano deixou um rastro de desarrumação e caos, a começar pela incômoda desvantagem na decisão do título estadual. A contratação de Léo Condé – praticamente definida – confirma a busca por um técnico “normal”.

Sem entrosamento e organização, o Remo de Osorio se arrastou entre alguns jogos razoáveis, como contra Mirassol-SP, Atlético-MG e Internacional-RS, e atuações horrorosas, como diante de Vitória (BA), Amazônia Independente, Castanhal e Paysandu.

Curiosamente, Osorio, declarado admirador das ideias de Marcelo “El Loco” Bielsa – certamente copiando mais a loucura do que a competência – também deixou alguns fãs por aqui.

Mesmo sem entender bulhufas do que o “professor” pretendia com os times desconjuntados que escalava, seus defensores lamentaram a demissão, alegando “injustiça”.

O técnico deixou um legado de confusão e dúvidas, concentradas principalmente na escolha de jogadores. Não conseguiu montar um time básico, parecendo se divertir com as experiências desastradas de sua equipe mesclada.

Vai ficar na história do Remo como o técnico que teve a empáfia de tirar todos os atacantes para reforçar a defesa e ceder o empate quando vencia o Mirassol (SP) por 2 a 0.

Em um assomo de delírio, Osorio escalou 4 zagueiros de uma só tacada contra o Águia, em Marabá, sem utilizar jogadores pelos lados. Aliás, a ojeriza à figura dos laterais é outra marca de sua curta e inexpressiva passagem pelo Baenão.

Um técnico regional que fizesse um décimo das lambanças de Osorio teria sido demitido imediatamente após o primeiro jogo!

O excesso de bajulação a alguns profissionais importados, hábito que não se restringe ao futebol, às vezes, conduz a situações constrangedoras.

De todo modo, a possibilidade de retomar a normalidade está aberta com a provável contratação de Léo Condé, que deve se confirmar nas próximas horas.

Após boa passagem pelo Ceará (CE), onde ficou por mais de uma temporada, Condé tem no currículo a passagem pela Série A, aparentemente um pré-requisito estabelecido pela diretoria do Remo.

Guto Ferreira seria uma solução mais óbvia e certeira. Teve atuação histórica na Série B de 2025, conquistando o acesso à Série A em condições absolutamente improváveis, mas além de entraves na negociação, Guto não tem experiência suficiente na elite nacional.

Além disso, alguns no clube apontavam Guto como um técnico excessivamente “motivador”, como se isso fosse um defeito. Bem, é sempre melhor ter um motivador que um desmotivador, como Osório!

Blog do Gerson Nogueira, 04/03/2026

12 COMENTÁRIOS

  1. Treinador carismático não tem mais espaço em competições de alto nível porque o treinador do outro time mais preparado o dará nó, um exemplo clássico foi Alemanha 7×1 Brasil em plena copa do mundo no Brasil, onde o primeiro tempo já estava 5×0 com o carismático Felipão, sem saber o que fazer, se limitou a dizer que “estava esperando as coisas se acalmarem para começar substituir jogadores”.

  2. Várias pérolas do Ozonio ficarao:
    1- Jogar sem LE, improvisando e revezando Ponta E é Zagueiro na marcação
    2- 4 zagueiros com 1 jigador a mais no campo
    3- linha de 3 na zagueiros sendo q 2 desses zagueiros eram Laterais de ofício
    54 colocar volante de centroavante e outro volante de Ponta E no mesmo jogo
    5- dobrar 2 LD e 3 zagueiros sendo 1 desses zagueiros um lateral no mesmo jogo.
    São vários Nemésio desse professor alopraso. Agora parece q ele tá cotado para Fufu com o América do México.

  3. O auxiliar técnico permanente do Remo não entende nada de futebol e se for ele que irá dirigir o time, o Remo vai perder de novo o jogo. Um bom auxiliar técnico seria o Cacaio ou Rogerinho Gameleira…..

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