Juan Carlos Osorio orienta os jogadores durante o treino – Foto: Samara Miranda (Clube do Remo)
Juan Carlos Osorio orienta os jogadores durante o treino – Foto: Samara Miranda (Clube do Remo)

Os últimos dias têm sido de uma rotina intensa para o elenco do Clube do Remo. Desde o jogo contra o Mirassol (SP), o Leão disputou 3 jogos em 5 dias.

É um momento de exceção, com Parazão e Série A sendo disputados ao mesmo tempo, com a bizarrice de ter jogos em 2 dias seguidos – algo que vai se repetir mais uma vez esta semana.

Nesta quarta-feira (11/02), o time remista volta a campo pela 3ª rodada do Brasileirão para encarar o Atlético (MG), em Belo Horizonte (MG). No dia seguinte, o elenco que ficou em Belém viaja para enfrentar o Castanhal, no estádio Modelão, pela 5ª rodada do Estadual.

É uma administração difícil, não só de logística como da parte física dos atletas. Por conta disso, o Núcleo Azulino de Saúde e Performance (NASP) do Remo criou um protocolo para tentar minimizar esse desgaste. Por mais que não haja repetição de atletas de uma partida para a outra, os compromissos têm sido no meio e no final de semana, o que diminui o tempo de treinamento e de descanso.

“O curto período que a gente tem entre um jogo e outro, o clube, através do NASP, tem um protocolo de recuperação que a gente inicia logo após a partida. Depois do clássico, já teve todo um protocolo de recuperação, com gelo, massagem, as botas, a alimentação que a gente fez já no vestiário, já pensando na próxima partida”, comentou o goleiro Marcelo Rangel.

“É difícil, mas a gente está se recuperando bem. O NASP do Remo tem um trabalho de excelência e a gente está conseguindo levar os jogos”, completou o zagueiro Kayky.

O médico Jean Klay, chefe do DM azulino, detalhou as formas como o clube estabeleceu esse protocolo para minimizar o impacto da temporada nos atletas.

“O ‘recovery’ se intensifica e inicia logo após o jogo. Os pilares principais são a alimentação, por isso a gente tem levado um chefe de cozinha lá para dentro do estádio, para ele preparar na hora a comida para os atletas e servir; a reidratação; e a gente tem os ‘recoverys’ voltados para a recuperação muscular”, disse.

“Para essa recuperação, a gente usa algumas modalidades, como o banho de imersão em gelo, a massoterapia, as bombas pneumáticas e as botas pneumáticas. No dia seguinte pós-jogo, a gente faz mais um trabalho de regenerativo, o que a gente chama de regenerativo ativo, que você usa bicicleta e, eventualmente, uma corrida”, completou Klay.

Além da parte física, há uma recuperação mental para se preparar para tantos compromissos importantes em momentos tão importantes quanto os atuais.

“Em termos físicos, em termos mentais também, você tem todo o apoio de quem tem as famílias aqui, esposa, filhos. Você procura também ter uma válvula de escape, relaxar após o jogo, por exemplo, mas a partir de quando você pisa de volta aqui no Baenão, você começa a trabalhar. Automaticamente, a chave vira. Você sabe que você tem um compromisso importantíssimo na quarta-feira contra uma equipe grande, que normalmente o nível técnico é muito alto. É nisso que a gente já começa a se preparar”, observou Rangel.

O goleiro destacou que o trabalho já começou desde o apito final no Re-Pa, em todos os sentidos, visando o adversário mineiro.

“A gente já está se preparando desde o pós-clássico, em todos os sentidos, de físico, técnico, mental, sabendo que a gente já tem uma viagem. Nossa localização é bem longe dos outros Estados, mas o clube procura sempre dar o melhor suporte nesse sentido”, concluiu.

Diário do Pará, 10/02/2026

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