Fenômeno Azul no Mangueirão – Foto: Rodolfo Valle (Clube do Remo)
Fenômeno Azul no Mangueirão – Foto: Rodolfo Valle (Clube do Remo)

O Remo ultrapassou, na última semana, a marca de 5 mil sócios-torcedores após o lançamento do novo programa “Fenômeno Azul”. Com o clube disputando a Série A do Campeonato Brasileiro, a diretoria azulina estuda uma medida inédita no futebol paraense – conceder direito a voto nas eleições.

Em meio à preparação para a disputa da elite nacional, o Remo trabalha para ampliar a participação do torcedor na vida política do clube e o presidente do Conselho Deliberativo (Condel), Fábio Bentes, confirmou que a proposta será levada para Assembleia Geral, ainda sem data definida, onde será debatida e avaliada.

Bentes detalhou a ideia e explicou os possíveis impactos positivos da medida, que implicaria na mudança do estatuto do clube.

“Acho interessante a proposta do sócio-torcedor votar, pois isso ajudaria a fidelizar o torcedor ao programa. Existe também o espírito comercial, já que estimula o associado a manter as mensalidades em dia por mais tempo e a participar da vida política do clube, mas isso precisa estar bem amarrado, com critérios claros. Não pode ser feito de qualquer jeito”, afirmou.

Entre os critérios em discussão, está o tempo mínimo de adesão ao programa. Para ter direito a voto, o sócio-torcedor precisaria estar adimplente de forma ininterrupta por pelo menos 2 anos, além de pertencer a categorias equivalentes aos planos “Sócio Rei”, que dá acesso ao setor de arquibancada, ou “Maior do Norte”, que permite o ingresso ao setor de cadeiras.

Outras situações ainda podem ser incluídas nos critérios de votação e tudo isso está sendo estudado.

Atualmente, o Remo conta com 5.470 sócios-torcedores adimplentes. Parte deles possui acesso aos jogos como mandante, enquanto outros usufruem apenas da rede de vantagens, além de sorteios e experiências promovidas pela empresa responsável pela gestão do programa.

Na última eleição presidencial do clube, realizada em novembro de 2023, o Remo informou que 3.367 sócios – entre remidos e proprietários – estavam aptos a votar. Na ocasião, Antônio Carlos Teixeira foi eleito presidente azulino.

A próxima eleição ocorrerá no final desta temporada e Tonhão já afirmou que não irá se candidatar.

O Liberal.com, 13/01/2026

10 COMENTÁRIOS

  1. Isso sim seria democracia, além lógico de fidelizar o socio-torcedor para queres que realmente são remistas e não apenas arroz de festa. Acho até q o mínimo de adiplencia deveria ser maior 3 anos ( tempo do mandato do presidente ) e restrito inicialmente aos planos mais caros como projeto piloto

  2. A adiplencia de no mínimo 2 anos, está excelente, e incluir também, os ferinhas, fiéis, acompanhado dos responsáveis, uma maneira de fidelização do garoto desde pequeno.

  3. 5 mil sócios ainda é pouco para um time de elite. Eu acrescentaria neste estatuto o direito da torcida azulina a também ter direito de voto pois é a torcida que banca o clube o sócio torcedor colabora com uma parcela menor em comparação à torcida…..

  4. Sou contrário ao voto de torcedor,acho que vai haver compras de votos ou alguma forma de influenciar os torcedores comuns com algum tipo de vantagem ,na verdade acho que o futuro dos clubes é virar empresa (SAF)e sair das mãos de dirigentes mafiosos e inresponsaveis como já passaram alguns na presidência remista,como Zeca pirão e outros pilantras que quase vendem o estádio Evandro Almeida.

  5. Esta ideia de sócio torcedor adimplente ter direito a voto pode elevar a quantidade de sócio torcedor a 20.000 ou mais adimplentes, então deverá ter um limite na quantidade de sócio torcedor com direito ao voto para Presidente do Clube.

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