Um dos responsáveis pela campanha que levou o Clube do Remo de volta à Série A do Campeonato Brasileiro em 2026, o executivo de futebol Marcos Braz confirmou a permanência no clube e destacou que nunca abriu negociações com outras equipes, apesar de sondagens recebidas ao longo do processo.
O dirigente concedeu entrevista durante a passagem do clube pelo CT do Retrô (PE), onde o time realiza pré-temporada. Segundo ele, houve consultas e especulações por parte de outros clubes, mas a prioridade sempre foi a continuidade do trabalho no Leão.
“Minha cabeça sempre esteve no Pará e no Remo. A ideia era seguir o projeto que iniciamos e disputar a Série A com o clube”, afirmou.
O dirigente explicou que a única pendência envolvia ajustes contratuais de natureza estrutural, sem qualquer relação com questões financeiras. O impasse, de acordo com ele, foi resolvido por meio de um entendimento entre as partes.
“Escolhemos um meio-termo, tudo foi equacionado e está resolvido da forma que o Remo entendeu ser a mais adequada”, destacou.
Em relação ao planejamento para a temporada de 2026, Marcos Braz revelou que o clube definiu previamente os perfis dos jogadores que seriam contratados, levando em conta características técnicas, físicas e comportamentais necessárias para enfrentar o nível de exigência da Série A.
O executivo ressaltou que o Remo optou por uma política de mercado conservadora, evitando gastos com aquisição de direitos econômicos. Todas as contratações, segundo ele, estão sendo feitas por meio de atletas livres ou por empréstimos, com compromissos financeiros concentrados exclusivamente na temporada 2026.
“A Série A é um campeonato completamente diferente e exige responsabilidade. Às vezes, o caminho é mais trabalhoso, mas ele deixa o Remo mais seguro como instituição”, explicou.
O dirigente reconheceu que o processo gera ansiedade entre torcedores, dirigentes e imprensa, principalmente diante das dificuldades do mercado em um cenário de Série A. No entanto, garantiu que os desafios já eram esperados.
“Sabia das cobranças e das dificuldades que viriam. Faz parte do processo”, encerrou.
O Liberal, 09/01/2026



Confiamos em você,no seu trabalho,porém, acho que um contrato é por demais necessário neste momento,profisionalismo acima de tudo,com contrato,já perdemos ano passado treinador e diretor,e isso nos deixa sim,preocupados.