O técnico argentino Martín Palermo disse em entrevista na sexta-feira (12/12) que foi sondado pelo Remo, mas que o projeto não o cativou. Deu a entender que não sentiu firmeza quanto à continuidade, como se o acesso não sinalizasse permanência na Série A.
É a primeira manifestação pública de um treinador sobre contato com o Remo nas últimas semanas. Ganha importância ainda maior por revelar que o clube azulino vai conviver com desconfianças sobre sua capacidade de se manter na elite. Algo natural para um time que não disputa a competição há 32 anos.
O que agrava a situação é que, além do longo tempo de ausência, o Remo tem contra si as incertezas normais que rondam um time do bloco médio, oriundo da Região Norte e com orçamento modesto na comparação com gigantes do futebol nacional.
A principal dúvida diz respeito às condições de investimento. Técnicos e jogadores avaliam os convites a partir da capacidade financeira dos clubes. Um clube emergente chega sempre sob a suspeita de que não terá bala na agulha para continuar disputando a Série A.
Não é questão de preconceito ou má vontade, apenas um olhar influenciado pelo próprio histórico da competição. Afinal, mais de 80% dos clubes vindos da Série B terminam rebaixados logo no primeiro ano de participação.
O Remo tem a declarada ambição de desmentir essa regra maldita. O projeto de chegar à Série A foi anunciado ainda por ocasião da eleição do presidente Antônio Carlos Teixeira. Depois, ganhou força com a subida para a Série B e se concretizou nesta temporada.
As movimentações do clube nas últimas semanas atestam o comprometimento da gestão, mostrando responsabilidade, frieza e rigor na busca por reforços, evitando até o recurso fácil de sair contratando afoitamente – tanto o técnico quanto os reforços para o time.
Blog do Gerson Nogueira, 13/12/2025



Pô! Coritiba já tem técnico e já está contratando jogadores. Chapecoense já tem técnico, ficou com o série B. Goiás, que ficou na B, já tem treinador. Já o Remo, nada! É prudência demais!
O primeiro erro do Remo, não sei se da diretoria, mas, de uma grande parte da torcida, querer treinador medalhão. Agora, somos os emergentes, e essa desconfiança é natural. Confiança não se pede, se conquista. O Remo tem que cercar pelas beiradas, buscar treinador emergentes e com sangue nos olhos ou Brazuca ou estrangeiro, isto também se aplica aos jogadores. Se for para cima dos medalhões vai quebrar a cara.
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