Pedro Rocha – Foto: Samara Miranda (Clube do Remo)
Pedro Rocha – Foto: Samara Miranda (Clube do Remo)

Quando o atacante Pedro Rocha foi apresentado oficialmente no Baenão, no dia 09/01, ele profetizou: “Chegou a hora do Remo subir”.

Deu muito certo, já que o objetivo traçado pelo jogador foi alcançado, tendo ele como um dos grandes protagonistas, terminando na artilharia da Série B do Brasileirão, com 15 bolas nas redes, sendo ainda o líder de participações em gols, com 23 no total – foram 8 assistências.

Somando a temporada toda, o camisa 32 do Leão participou diretamente de 28 gols em 44 jogos. Com números tão expressivos, somados ao título do Campeonato Paraense e a ascensão para a elite do futebol nacional, ele avaliou o ano de 2025 como o mais positivo em sua trajetória como jogador até aqui.

“A gente sempre projeta o melhor, mas sem dúvida foi, em números, a melhor temporada na minha carreira. Estou muito feliz. Quando cheguei aqui, a gente sempre projeta, mas nunca imagina que vai ser dessa forma e com acesso, então acho que esse ano foi (bom), junto com o acesso para a Série A, coroando todo esse trabalho”, disse.

O acesso na Série B conquistado no domingo (23/11), contra o Goiás (GO), ainda está na memória do atacante de 31 anos, principalmente pelo carinho que ele segue recebendo por parte dos torcedores azulinos, como demonstrado ao final da partida, quando foi carregado em meio ao Fenômeno Azul, que invadiu o gramado do Mangueirão.

“Na verdade, ainda está caindo a ficha do que a gente conquistou, daquilo que a gente fez esse ano. Então, aos poucos, está caindo a ficha. Sigo recebendo muitas mensagens, encontrando torcedores, agradecendo por tudo. É só com o tempo que a gente vai ter essa dimensão do que essa camisa representa. Muito feliz por tudo isso”, comentou.

Considerado um dos destaques do acesso junto a jogadores como Pedro Rocha e o técnico Guto Ferreira, o torcedor remista foi protagonista da campanha de sucesso do Leão. A presença da torcida, responsável pela 3ª maior média de público, com 19.341 por jogo, dona da maior arrecadação entre os 20 times da Série B, com mais de R$ 15 milhões, foi destacada pelo atacante, que citou que o apoio também foi importante em partidas fora de casa.

“O torcedor foi peça fundamental, principalmente nos jogos fora também. Em casa, nem se fala! O torcedor compareceu sempre, e fora também. A gente sabe que o apoio deles é fundamental para a gente nos jogos. Em praticamente todos, nos de Goiânia (GO) principalmente, estava sempre muito lotado. O torcedor estava com saudade desse momento, de poder torcer e apoiar de verdade. Aqui também a gente só comprovou isso, jogando aqui em Belém, com estádio sempre cheio”, apontou.

A festa que naturalmente ocorre nas arquibancadas, se estendeu para o campo de jogo, quando os azulinos invadiram o gramado do Mangueirão após o apito final, celebrando o retorno à Série A após 32 anos. Durante a comemoração, chamou a atenção a vibração dos torcedores com o mosaico que mostrava a imagem de Nossa Senhora de Nazaré.

Católico e um dos responsáveis por entrar com a padroeira dos paraenses nos jogos da reta final da Série B, Pedro Rocha destacou a importância da fé na campanha remista.

“A festa que eles fizeram no último jogo, com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, nessa reta final, foi nosso maior apoio. Quando começamos, teve a ideia do presidente (Antônio Carlos Teixeira) da gente entrar com a imagem para abençoar, para que ela consagrasse essa nossa reta final. É isso, o poder da fé que faz isso, transforma as coisas em milagres. Então, sem dúvida, sentimos essa energia junto com o torcedor também e acabamos conseguindo esse feito”, afirmou.

Além da celebração após o jogo registrada no Mangueirão, os torcedores e os próprios jogadores foram até a Aldeia Cabana, localizada no bairro da Pedreira, em Belém, para continuar a festa. Para passar despercebido em meio aos torcedores e subir no trio elétrico onde estavam os companheiros, ele se disfarçou de “ninja” para se camuflar em meio ao Fenômeno Azul nas ruas.

“Como estava cheio, muita gente, não sabia como ia, porque estava sem segurança para a gente poder subir no trio. Aí uns amigos me disseram: ‘cara, amarra uma camisa na cabeça, assim fica só com o olho para fora’, aí botei uma camisa e até tirei uma foto assim. Depois, o segurança veio e me ajudou a subir, mas foi uma loucura! Estava cheio de gente lá, estava bonita a festa”, contou.

Pedro Rocha – Foto: Divulgação (redes sociais)
Pedro Rocha – Foto: Divulgação (redes sociais)

Uma das perguntas que o torcedor azulino mais espera por uma resposta positiva nos próximos dias é em relação à permanência de Pedro Rocha. Com contrato encerrando no próximo dia 15/12, o futuro do atacante segue incerto. Ele comentou que ainda não conversou com a diretoria que, por sua vez, tem interesse na permanência, segundo revelado pelo presidente azulino.

“Ainda não tem nada definido. Meu contrato se encerra agora, mas a gente ainda não teve tempo de sentar para conversar e definir se realmente fico ou se não fico, mas o carinho, a gratidão e o respeito sempre vai existir”, encerrou.

Globo Esporte.com, 29/11/2025

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor informe seu comentário!
Por favor informe seu nome aqui