Em balanço de três anos de gestão, presidente comenta desligamentos de Marcos Braz e Papellin e avalia mudanças no comando da equipe.
Da redação do Remo 100%
O presidente do Clube do Remo, Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão, explicou os bastidores das saídas de Marcos Braz e Sérgio Papellin e defendeu as mudanças de treinadores realizadas durante sua administração. Em entrevista publicada neste domingo (08/11), pelo jornal O Liberal, o dirigente avaliou decisões que marcaram os três anos à frente do futebol azulino.
O período foi marcado por dois acessos consecutivos, da Série C à Série A do Campeonato Brasileiro, mas também por nove treinadores e mudanças na estrutura do Departamento de Futebol.
Marcos Braz pediu para sair
Ao ser questionado sobre a relação com Marcos Braz, frequentemente apontada como conturbada, Tonhão reconheceu que os dois possuem personalidades fortes. Entretanto, afirmou que o relacionamento era profissional, com respeito entre presidente e funcionário.
“Ele que pediu para sair, não foi o Remo que o colocou para fora”, disse.
Tonhão afirmou que desconhece os motivos que levaram Braz a solicitar o desligamento. Segundo ele, eventuais circunstâncias que tenham influenciado a decisão não foram esclarecidas.
Apesar disso, o presidente fez questão de reconhecer a contribuição do profissional para a campanha de 2025.
“Logicamente que ele teve o seu valor”, destacou.
Na avaliação de Tonhão, Braz esteve entre os responsáveis pelo acesso à Série A, conquista que também atribuiu ao trabalho conjunto da diretoria azulina.
Papellin deixou o Remo após acordo
O presidente também explicou a saída de Sérgio Papellin, que deixou o clube em maio de 2025 para trabalhar no Fortaleza (CE).
Segundo Tonhão, o executivo recebeu um convite da equipe cearense, onde já possuía vínculos profissionais e pessoais. Naquele momento, Papellin havia alcançado o principal objetivo estabelecido para sua passagem pelo Remo – o acesso à Série B.
O dirigente afirmou que, diante dessas circunstâncias, houve entendimento entre as partes para permitir a transferência.
A explicação ganha relevância em meio às recentes notícias sobre um possível retorno do executivo ao Baenão. Papellin confirmou ter recebido um convite relacionado à próxima temporada, mas afirmou que somente pretende conversar sobre seu futuro após o Campeonato Brasileiro.
Tonhão assume responsabilidade pelas trocas de técnicos
Um dos pontos mais importantes da entrevista foi a avaliação sobre a quantidade de mudanças no comando técnico. Durante os três anos de gestão, o Remo passou por nove treinadores.
Questionado sobre o número elevado de substituições, Tonhão reconheceu que algumas saídas ocorreram por circunstâncias alheias à vontade da administração, mas admitiu que a maior parte foi determinada pela própria diretoria.
O presidente, entretanto, não considera que as mudanças tenham sido necessariamente prejudiciais. Pelo contrário, relacionou algumas delas aos resultados esportivos conquistados.
“Talvez esses acessos foram justamente ocasionados pelas trocas de treinadores”, falou.
Tonhão reforçou que, em sua avaliação, as substituições contribuíram para o desempenho da equipe nos momentos decisivos das campanhas que terminaram com os acessos à Série B e à Série A.
A defesa das mudanças contrasta com a avaliação que o próprio presidente apresentou sobre 2026. Na mesma entrevista, ele reconheceu dificuldades no planejamento e apontou o início conturbado da temporada e as campanhas negativas como problemas de sua gestão.
“Este ano, principalmente, pela falta de planejamento”, lamentou.
Presidente encerra mandato destacando os acessos
Ao avaliar os três anos à frente do Remo, Tonhão considerou positivo o balanço da administração, sobretudo pelas conquistas esportivas. O dirigente destacou a importância de recolocar o clube na Série A após 32 anos de ausência.
Sobre sua participação futura na administração azulina, indicou que não pretende assumir novos cargos, embora continue disponível para ajudar o clube.
“O grande remista não precisa de cargo para ajudar”, declarou.
O mandato de Tonhão termina neste domingo (08/11), quando os associados escolhem a diretoria responsável pelo triênio 2027-2029. A próxima administração terá pela frente decisões sobre a estrutura do departamento de futebol, a continuidade da comissão técnica e a montagem do elenco para a temporada de 2027.
Com informações de O Liberal.


