Baenão – Foto: Samara Miranda (Clube do Remo)
Baenão – Foto: Samara Miranda (Clube do Remo)

Levantamento aponta passivo de R$ 37 milhões, mas alerta para pendências fiscais e compromissos de curto prazo.

Da redação do Remo 100%

O Clube do Remo possui a segunda menor dívida total entre os 20 participantes da Série A do Campeonato Brasileiro de 2026. O levantamento divulgado pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), vinculada à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), aponta um passivo de aproximadamente R$ 37 milhões no balanço encerrado em 31 de dezembro de 2025.

O valor coloca o Leão entre os clubes menos endividados da elite nacional, atrás apenas do Mirassol (SP), que declarou R$ 11 milhões. Na outra ponta do ranking aparecem Corinthians (SP), Atlético (MG), São Paulo (SP) e Botafogo (RJ), todos com dívidas superiores a R$ 2 bilhões.

A diferença evidencia o contraste financeiro entre os participantes do Brasileirão, embora o tamanho da dívida, isoladamente, não seja suficiente para determinar a saúde financeira de uma instituição.

Remo entre os clubes menos endividados

Confira os clubes com as menores dívidas totais da Série A, segundo os dados divulgados pela Anresf:

Mirassol-SP – R$ 11 milhões
Remo – R$ 37 milhões
Chapecoense-SC – R$ 174 milhões
Coritiba-PR – R$ 185 milhões
Athletico-PR – R$ 405 milhões
Bahia-BA – R$ 407 milhões
Vitória-BA – R$ 408 milhões

O Remo também apresenta uma dívida significativamente inferior à de clubes tradicionais como Cruzeiro (MG), Internacional (RS), Grêmio (RS) e Flamengo (RJ), todos com passivos superiores a R$ 900 milhões.

O levantamento considera os balanços financeiros referentes ao encerramento de 2025, permitindo uma comparação entre os clubes que disputam as duas principais divisões do futebol brasileiro.

Compromissos de curto prazo exigem atenção

Apesar da posição favorável no ranking de endividamento, os indicadores de liquidez apontam desafios para a administração azulina.

Segundo os dados apresentados, o Remo possuía aproximadamente R$ 5,8 milhões em ativos circulantes, diante de R$ 21 milhões em passivos circulantes – obrigações com vencimento em até 12 meses.

Isso representa cerca de R$ 0,27 em ativos de curto prazo para cada R$ 1 em compromissos do mesmo período. O indicador é inferior à mediana de 46% registrada entre os clubes da Série A.

A diferença não significa necessariamente incapacidade de pagamento, mas demonstra a necessidade de administrar receitas, despesas e vencimentos para manter o equilíbrio financeiro.

Pendências fiscais e salários em dia

Outro ponto destacado no acompanhamento da Anresf envolve obrigações tributárias.

Na verificação referente a junho de 2026, o Remo declarou atrasos relacionados ao pagamento de impostos e parcelamentos com o poder público. A situação motivou uma advertência da agência reguladora em outubro.

Na ocasião, o clube informou que pretendia aderir a um mecanismo de negociação tributária, mas ainda não havia apresentado documentação comprovando a formalização do acordo.

Por outro lado, o levantamento não apontou atrasos declarados em salários, direitos de imagem ou premiações de atletas e funcionários, nem em pagamentos por transferências envolvendo outros clubes e agentes.

Dessa forma, o Remo aparece com uma das menores dívidas totais da Série A, mas ainda precisa solucionar pendências fiscais e melhorar seus indicadores de liquidez para consolidar uma situação financeira mais equilibrada.

Com informações da Anresf, Globo Esporte, Diário Online e Diário do Pará.

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