
Segundo ato na sede social em poucos dias reuniu mais manifestantes, com cobranças por mudanças, reforços e reação imediata na Série A.
Da redação do Remo 100%, em 04/09/2026
A pressão sobre o futebol do Remo aumentou na noite desta quinta-feira (03/09). Torcedores voltaram a se concentrar em frente à sede social do clube, na Avenida Nazaré, em Belém, para cobrar mudanças diante da campanha na Série A.
Foi a segunda manifestação realizada no local nesta semana, desta vez com um número maior de participantes, além de faixas, sinalizadores e palavras de ordem.
Os principais alvos foram novamente o técnico Léo Condé e o presidente Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão. Também houve cobranças direcionadas ao elenco e ao planejamento do Departamento de Futebol.
O Remo ocupa a 19ª colocação do Brasileirão, com 23 pontos, e atravessa uma sequência de 7 partidas sem vencer, considerando Série A e Copa do Brasil.
Torcida pede mudanças imediatas
Integrantes de uma torcida organizada participaram da manifestação e afirmaram que a insatisfação não está restrita aos resultados.
Em entrevista ao Diário Online, o torcedor Denis Camarão questionou escolhas feitas pela comissão técnica e a manutenção de jogadores que, na avaliação dos manifestantes, não apresentam bom rendimento.
“Primeiramente, o Condé, algumas posturas do time e algumas escalações. Tem jogadores que estão jogando mal e continuam no time”, apontou.
A cobrança também chegou à montagem do elenco. Os manifestantes defenderam a chegada de reforços pontuais, especialmente para um setor ofensivo que voltou a desperdiçar muitas oportunidades na derrota por 3 a 2 para o Coritiba (PR).
“A gente quer contratações pontuais, jogadores que venham para melhorar o time”, cobrou.
“Não dá para esperar”
A proximidade da reta final do Brasileirão aparece como um dos principais motivos para o aumento da pressão. O Remo ainda terá 13 partidas para tentar deixar a zona de rebaixamento, mas a sequência negativa reduziu a margem para novos tropeços.
“A gente precisa de mudança agora, urgente. Não dá para esperar”, resumiu um dos representantes da manifestação, sobre a urgência da cobrança.
Segundo os torcedores, representantes da organizada já haviam procurado o clube anteriormente e conseguido conversar com dirigentes e parte do elenco. A tentativa de falar diretamente com Léo Condé, porém, não teria acontecido.
Cobrança não fica apenas no treinador
Embora a saída do técnico seja um dos principais pedidos, os manifestantes reforçaram que a responsabilidade não deve ser concentrada somente em Condé.
“A gente quer postura dos jogadores e quer exigir mais dos jogadores, do Condé e da diretoria. O Remo não é qualquer time. A gente quer que respeitem a torcida do Remo”, reclamou outro torcedor.
Durante a mobilização, um representante da torcida teria sido recebido por um dirigente para apresentar as demandas. A Polícia Militar também acompanhou a movimentação no local.
Remo se manifesta
Após o protesto, o clube divulgou uma nota em que ressaltou o trabalho realizado pela diretoria e afirmou repudiar atos de vandalismo contra a instituição e seu patrimônio.
“Independente dos resultados negativos, a diretoria tem cumprido seus compromissos e fazendo o possível para contribuir com a saída da equipe da zona de rebaixamento na Série A”, declarou.
O Remo informou ainda que a segurança da sede foi reforçada e que a Polícia Militar foi acionada durante a concentração dos torcedores.
A manifestação ocorre às vésperas de mais um confronto de grande peso. No domingo (06/09), às 16h, o Leão recebe o Flamengo (RJ) no Mangueirão pela 26ª rodada.
Léo Condé permanece no cargo e será o responsável por comandar a equipe em mais uma tentativa de reação. Enquanto isso, fora de campo, a cobrança sobre técnico, jogadores e diretoria ganha intensidade.
Com informações de O Liberal, Estado do Pará Online, Diário Online e Diário do Pará.

