Leonel Picco, Yago Pikachu e Zé Ricardo – Foto: Samara Miranda/Clube do Remo
Leonel Picco, Yago Pikachu e Zé Ricardo – Foto: Samara Miranda/Clube do Remo

Após dominar e desperdiçar chances contra o Coritiba-PR, Leão espera jogo mais reativo e vê pontuar diante de um dos líderes como impulso para a reta final.

Da redação do Remo 100%, em 03/09/2026

O Remo sabe que dificilmente encontrará contra o Flamengo (RJ) o mesmo tipo de partida que teve diante do Coritiba (PR).

Na última rodada, o Leão controlou a posse, finalizou 32 vezes e passou longos períodos instalado no campo ofensivo. Mesmo assim, perdeu por 3 a 2.

No domingo (06/09), às 16h, no Mangueirão, a lógica tende a ser diferente. Diante de um dos principais times do campeonato, o próprio elenco azulino admite que terá menos a bola e precisará ser muito mais eficiente quando surgirem espaços para atacar.

“Contra o Flamengo (RJ), não vamos ter a posse de bola. Então, teremos que explorar o contra-ataque e as transições que surgirem. Precisamos ter eficiência nas oportunidades que tivermos”, resumiu o atacante Yago Pikachu.

Do volume à precisão

A mudança de cenário acontece justamente depois de uma partida em que quantidade não significou eficiência. Contra o time paranaense, o Remo produziu muito, mas precisou de 32 finalizações para marcar apenas 2 vezes. O adversário, com bem menos volume, conseguiu 3 gols.

Gabriel Taliari reconheceu que faltou qualidade no momento de decidir as jogadas.

“Se a gente tivesse um pouquinho mais de capricho, falando até por mim, com as oportunidades que a gente teve, poderíamos ter tido um resultado melhor”, comentou.

Para o atacante, o momento vivido pelo clube também aumenta a ansiedade.

“Faltou um pouquinho mais de calma, talvez até pelo momento que a gente vive. No jogo fomos mais ansiosos para poder definir o lance e isso acaba atrapalhando”, apontou.

Contra o Flamengo (RJ), essa margem tende a diminuir. Se as oportunidades aparecerem em menor quantidade, cada uma terá peso ainda maior.

Palmeiras-SP vira referência

Pikachu buscou no próprio campeonato um exemplo de que o Remo pode competir diante dos favoritos. No primeiro turno, o Leão conseguiu empatar com o Palmeiras (SP) no Mangueirão mesmo enfrentando circunstâncias difíceis durante a partida.

“Já enfrentamos o Palmeiras (SP), uma das grandes equipes do continente, aqui em Belém, e fizemos um grande jogo. Temos que nos apegar a isso”, citou.

Para o jogador, a atuação contra o Coritiba (PR) também mostrou que o Remo ainda possui capacidade para enfrentar qualquer adversário. O desafio agora é transformar desempenho em pontos.

Vitória-BA teria peso além da tabela

Matematicamente, vencer o Flamengo (RJ) vale os mesmos 3 pontos de qualquer outro jogo. No aspecto emocional, porém, o impacto poderia ser diferente.

O Remo chega pressionado, na zona de rebaixamento e atravessando seu maior jejum de vitórias da temporada.

Pontuar – e principalmente vencer – um dos candidatos ao título teria potencial para funcionar como uma injeção de confiança justamente quando o elenco tenta reagir no terço final da Série A.

São 13 partidas restantes e 39 pontos ainda disponíveis. Para alcançar a tradicional referência de 45 pontos, o Remo precisa conquistar mais 22, aumentando significativamente o aproveitamento apresentado até agora.

Por isso, cada resultado positivo passa a ter também um efeito sobre a confiança.

“Se ficar nessa tristeza, a gente não vai sair dessa”

O abatimento depois da derrota para o Coritiba (PR) foi reconhecido publicamente por diferentes jogadores. Galeano, porém, reforça que a equipe não pode carregar esse sentimento para a preparação.

“Todo o grupo ficou triste também, entregou tudo contra o Coritiba (PR), mas agora é continuar trabalhando porque temos mais jogos pela frente e muitos deles em casa também. Então, se ficar nessa tristeza, a gente não vai sair dessa”, disparou.

Taliari também defende união e cobrança interna.

“A gente tem que se fechar, tem que ter cobrança entre a gente, entre todo mundo, todos os jogadores”, cobrou.

O discurso acompanha o desafio imposto pela tabela. O Remo não tem mais espaço para se contentar apenas com boas apresentações. Precisa transformar competitividade em pontos.

Diante do Flamengo (RJ), provavelmente terá menos volume que contra o Coritiba (PR). A missão será fazer com que menos oportunidades produzam um resultado melhor.

Com informações de Globo Esporte e Diário do Pará.

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5 COMENTÁRIOS

  1. Em um time em q se precisa de 15 chances para fazer 1 gol e q os próprios jogadores reconhecem q são medianos, tem q se torcer mto mesmo.

  2. O Remo pode mudar lógica, o k a 4, o rebaixamento é um fato, planejamento mal feito por um idiota LEIGO em administração de futebol, Torcida não votem neste presidente usando o nome da instituição para arrumar emprego na ALEPA.

  3. O que importa para um Time grande como o Remo é a Torcida. O Leão tem torcida de time Grande prtanto casa cheia consegue respostas positivas em momentos de crise. Na verdade nçao tem sentido falar em crise em time de grandes torcidas como a do Leão. Não tem sentido conquistar o primeiro lugar com casa vazia o importante é casa cheia mesmo estando na zona de rebaixamento. Para Time grande como o Remo zona de rebaixamento é posição provisória. O mais importante não é disputar uma série A ou B e sim casa cheia, com casa cheia e um bom CT dificilmente voltaremos para a C.

  4. Só um bom CT, e casa cheia de torcedores não resolve os problemas do Remo que são muitos para um clube que deseja ser profissional, primeiro diretoria tem que ser profissional entender de esportes em geral , incluindo o futebol , todos o departamentos, mudanças no estatuto do clube, pois o mesmo está ultrapassado, arcaico, igual a diretoria do clube, então não adianta melhorar a estrutura e não mudar o resto que é a parte das pessoas que trabalham e gerem o clube .

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