Após dominar e desperdiçar chances contra o Coritiba-PR, Leão espera jogo mais reativo e vê pontuar diante de um dos líderes como impulso para a reta final.
Da redação do Remo 100%, em 03/09/2026
O Remo sabe que dificilmente encontrará contra o Flamengo (RJ) o mesmo tipo de partida que teve diante do Coritiba (PR).
Na última rodada, o Leão controlou a posse, finalizou 32 vezes e passou longos períodos instalado no campo ofensivo. Mesmo assim, perdeu por 3 a 2.
No domingo (06/09), às 16h, no Mangueirão, a lógica tende a ser diferente. Diante de um dos principais times do campeonato, o próprio elenco azulino admite que terá menos a bola e precisará ser muito mais eficiente quando surgirem espaços para atacar.
“Contra o Flamengo (RJ), não vamos ter a posse de bola. Então, teremos que explorar o contra-ataque e as transições que surgirem. Precisamos ter eficiência nas oportunidades que tivermos”, resumiu o atacante Yago Pikachu.
Do volume à precisão
A mudança de cenário acontece justamente depois de uma partida em que quantidade não significou eficiência. Contra o time paranaense, o Remo produziu muito, mas precisou de 32 finalizações para marcar apenas 2 vezes. O adversário, com bem menos volume, conseguiu 3 gols.
Gabriel Taliari reconheceu que faltou qualidade no momento de decidir as jogadas.
“Se a gente tivesse um pouquinho mais de capricho, falando até por mim, com as oportunidades que a gente teve, poderíamos ter tido um resultado melhor”, comentou.
Para o atacante, o momento vivido pelo clube também aumenta a ansiedade.
“Faltou um pouquinho mais de calma, talvez até pelo momento que a gente vive. No jogo fomos mais ansiosos para poder definir o lance e isso acaba atrapalhando”, apontou.
Contra o Flamengo (RJ), essa margem tende a diminuir. Se as oportunidades aparecerem em menor quantidade, cada uma terá peso ainda maior.
Palmeiras-SP vira referência
Pikachu buscou no próprio campeonato um exemplo de que o Remo pode competir diante dos favoritos. No primeiro turno, o Leão conseguiu empatar com o Palmeiras (SP) no Mangueirão mesmo enfrentando circunstâncias difíceis durante a partida.
“Já enfrentamos o Palmeiras (SP), uma das grandes equipes do continente, aqui em Belém, e fizemos um grande jogo. Temos que nos apegar a isso”, citou.
Para o jogador, a atuação contra o Coritiba (PR) também mostrou que o Remo ainda possui capacidade para enfrentar qualquer adversário. O desafio agora é transformar desempenho em pontos.
Vitória-BA teria peso além da tabela
Matematicamente, vencer o Flamengo (RJ) vale os mesmos 3 pontos de qualquer outro jogo. No aspecto emocional, porém, o impacto poderia ser diferente.
O Remo chega pressionado, na zona de rebaixamento e atravessando seu maior jejum de vitórias da temporada.
Pontuar – e principalmente vencer – um dos candidatos ao título teria potencial para funcionar como uma injeção de confiança justamente quando o elenco tenta reagir no terço final da Série A.
São 13 partidas restantes e 39 pontos ainda disponíveis. Para alcançar a tradicional referência de 45 pontos, o Remo precisa conquistar mais 22, aumentando significativamente o aproveitamento apresentado até agora.
Por isso, cada resultado positivo passa a ter também um efeito sobre a confiança.
“Se ficar nessa tristeza, a gente não vai sair dessa”
O abatimento depois da derrota para o Coritiba (PR) foi reconhecido publicamente por diferentes jogadores. Galeano, porém, reforça que a equipe não pode carregar esse sentimento para a preparação.
“Todo o grupo ficou triste também, entregou tudo contra o Coritiba (PR), mas agora é continuar trabalhando porque temos mais jogos pela frente e muitos deles em casa também. Então, se ficar nessa tristeza, a gente não vai sair dessa”, disparou.
Taliari também defende união e cobrança interna.
“A gente tem que se fechar, tem que ter cobrança entre a gente, entre todo mundo, todos os jogadores”, cobrou.
O discurso acompanha o desafio imposto pela tabela. O Remo não tem mais espaço para se contentar apenas com boas apresentações. Precisa transformar competitividade em pontos.
Diante do Flamengo (RJ), provavelmente terá menos volume que contra o Coritiba (PR). A missão será fazer com que menos oportunidades produzam um resultado melhor.
Com informações de Globo Esporte e Diário do Pará.


