Fluminense-RJ 2×1 Remo (Marcelinho) – Foto: Raul Martins/Clube do Remo
Fluminense-RJ 2×1 Remo (Marcelinho) – Foto: Raul Martins/Clube do Remo

Com 23 pontos e 14 rodadas pela frente, Leão precisa de campanha próxima ou superior a 50% de aproveitamento para reduzir fortemente o risco de queda.

Da redação do Remo 100%, em 25/08/2026

A luta do Remo para permanecer na Série A pode ser traduzida em uma conta cada vez mais clara – o clube precisa elevar significativamente o aproveitamento nas 14 rodadas restantes do Campeonato Brasileiro.

Com 23 pontos e na 18ª colocação, o Leão aparece com 59,2% de probabilidade de rebaixamento no levantamento do Departamento de Matemática da UFMG, citado pelo Estado do Pará Online.

As projeções mostram também como cada ponto conquistado daqui para frente pode modificar consideravelmente o cenário.

Segundo o estudo, terminar o campeonato com 45 pontos reduziria o risco estimado de queda para 1,092%. Com 44 pontos, a probabilidade projetada seria de 4,365%. Com 43, porém, o índice já subiria para 12,715%.

Remo precisa de pelo menos 21 pontos para chegar aos 44

Partindo dos atuais 23 pontos, o Remo precisa conquistar mais 21 para alcançar os 44. Como ainda existem 42 pontos em disputa nas últimas 14 rodadas, isso corresponde exatamente a 50% de aproveitamento. Uma campanha de 7 vitórias, por exemplo, seria suficiente para chegar a essa pontuação.

Para alcançar os 45 pontos, seriam necessários 22 pontos – uma combinação possível seria 7 vitórias e 1 empate.

Isso não significa que exista uma pontuação matematicamente garantida para permanência, já que o número necessário depende também do desempenho dos demais clubes. As projeções indicam, porém, como o risco diminui à medida que o Remo se aproxima dessa faixa.

Cada ponto passa a ter peso maior

O levantamento mostra uma mudança acentuada nas probabilidades conforme a pontuação final diminui.

Com 42 pontos, o risco estimado seria de 28,158%. Com 41, praticamente chegaria à metade, com 49,120%. Uma campanha encerrada com 40 pontos elevaria a projeção para 70,374% de risco.

Na faixa dos 38 pontos, o índice citado chega a 95,811%, enquanto pontuações ainda menores deixariam a permanência extremamente improvável, de acordo com o modelo.

Para o Remo, portanto, não basta apenas sair momentaneamente do Z4. A missão nas últimas rodadas envolve construir uma pontuação capaz de proporcionar alguma margem em relação aos concorrentes.

Reação precisa começar

O próximo desafio será contra o Coritiba (PR), na segunda-feira (31/08), no Mangueirão. O confronto abre uma sequência na qual o Remo terá 4 das próximas 5 partidas em Belém, fator que aumenta a importância do aproveitamento dentro de casa.

Com 23 pontos, o Leão ainda está próximo dos clubes imediatamente acima na tabela, mas não pode permitir que a distância aumente.

A matemática mantém a permanência perfeitamente possível. Ao mesmo tempo, deixa claro o tamanho da reação necessária – para chegar a uma faixa de pontuação com risco bastante reduzido, o Remo terá que fazer nas 14 rodadas restantes uma campanha significativamente melhor do que apresentou até aqui.

Com informações de Estado do Pará Online e do Departamento de Matemática da UFMG.

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