Projeto azulino busca novos mercados e aposta no intercâmbio cultural para aprimorar a formação dos jovens atletas.
Da redação do Remo 100%, em 16/08/2026
O Remo está ampliando a presença de jogadores estrangeiros em suas categorias de base. Atualmente, o clube conta com um atleta sul-coreano e quatro colombianos, além de aguardar a chegada de um jovem peruano.
A iniciativa faz parte de um projeto para aproximar o Leão de diferentes escolas de futebol, criar contatos em outros países e aumentar as possibilidades de captação de talentos.
Segundo o diretor da base azulina, Paulinho Araújo, o objetivo não se limita à contratação de jogadores estrangeiros. O clube também pretende proporcionar aos atletas paraenses o contato com outras culturas e formas de interpretar o jogo.
“Estamos ampliando nosso mercado internacional. Já trouxemos jogador da Coreia, da Colômbia e temos atleta chegando do Peru. A ideia é fazer esse intercâmbio, conhecer novos mercados e também proporcionar aos nossos atletas o contato com diferentes culturas e formas de jogar futebol”, explicou.
Para o dirigente, as diferenças entre as escolas sul-americanas e o modelo adotado no futebol brasileiro podem contribuir para uma formação mais completa. A convivência diária permite que os jogadores conheçam outros estilos, hábitos e métodos de treinamento.
“É uma estratégia que amplia nosso mercado, fortalece a base e, principalmente, permite que o Remo esteja conectado com diferentes mercados e escolas de futebol”, acrescentou Paulinho.
Jiho Lee relata desafios da adaptação
Um dos estrangeiros da base azulina é o atacante sul-coreano Jiho Lee, de 17 anos. O jogador chegou ao Brasil depois de conseguir uma oportunidade de avaliação por meio de contatos mantidos por seu treinador na Coreia do Sul.
Lee vive no alojamento do Remo, enquanto sua família permanece no país asiático. Além da distância dos parentes, o jovem precisou se adaptar ao idioma, à cultura e a uma rotina diferente.
“A maior dificuldade é a saudade da minha família. Também é tudo muito diferente: a língua, a cultura e o jeito de viver”, contou.
O atacante considera a preparação mental fundamental para enfrentar os desafios de iniciar uma carreira longe de casa. Apesar das dificuldades, vê a experiência em Belém como uma etapa importante de seu desenvolvimento.
“Precisei aprender a lidar com a distância da minha família, com uma nova cultura e com uma rotina totalmente diferente. Foi um processo de adaptação, mas estou aprendendo bastante”, disse.
O objetivo de Jiho Lee é aproveitar a passagem pelo futebol brasileiro para evoluir dentro e fora de campo. O jogador espera transformar o período no Remo em uma oportunidade para alcançar níveis mais altos da carreira.
Base busca conexão internacional
A abertura para atletas de outros países também pode gerar novas parcerias e ampliar a rede de observação do clube. A intenção é fazer com que o Remo seja reconhecido como uma possibilidade de formação e desenvolvimento para jovens de diferentes mercados.
Ao mesmo tempo, a convivência com estrangeiros oferece aos jogadores locais experiências que normalmente só seriam encontradas depois de uma transferência para outro país.
“Queremos formar atletas, mas também construir uma base cada vez mais preparada para dialogar com o futebol nacional e internacional”, afirmou Paulinho Araújo.
O projeto ainda está em fase de expansão, mas demonstra uma tentativa do Remo de diversificar a captação e modernizar o processo de formação de jogadores.
Com informações de O Liberal.


