Acordo mantém o nome Arena Banpará Baenão por mais 12 meses, mas valor é o menor entre os contratos de estádios ligados aos clubes da Série A.
Da redação do Remo 100%, em 15/07/2026
O estádio Evandro Almeida continuará sendo denominado Arena Banpará Baenão por mais 12 meses. O contrato de “naming rights” foi renovado por R$ 1,5 milhão, assegurando ao Remo a manutenção de uma de suas principais receitas comerciais ligadas ao estádio.
O acordo foi celebrado em 26/06 entre o Banco do Estado do Pará (Banpará) e a Associação Projeto O Retorno do Rei ao Baenão. Conforme as informações publicadas por Roma News e Diário Online, o pagamento será realizado em parcela única, sem reajuste durante a vigência do contrato.
A parceria de “naming rights” existe desde 2020. Com a nova renovação, os valores destinados ao acordo de nomeação do estádio chegam a aproximadamente R$ 7,5 milhões ao longo desse período.
Contrato prevê exposição em conteúdos do clube
Além de manter o nome Arena Banpará Baenão, o contrato estabelece outras ações para ampliar a presença institucional do banco nas plataformas de comunicação relacionadas ao Remo.
O letreiro com o nome da arena permanecerá na fachada lateral do estádio. A marca do Banpará também deverá aparecer nas listas de jogadores relacionados para as partidas e na assinatura de conteúdos produzidos pela Remo TV.
Entre as atrações previstas estão o quadro “Dia de Remo” e o programa “Rei Cast”, exibidos no canal oficial do clube no YouTube. O acordo ainda prevê a produção de duas reportagens especiais sobre a estrutura do Baenão com assinatura institucional do banco.
A renovação preserva uma fonte de arrecadação importante para o Leão em uma temporada de maiores exigências esportivas e financeiras, com o clube envolvido na Série A do Campeonato Brasileiro e nas oitavas de final da Copa do Brasil.
Valor é o menor entre os clubes da Série A
Apesar da continuidade da parceria, o valor recebido pelo Remo está abaixo dos demais contratos de “naming rights” vinculados a estádios ou arenas utilizados por clubes da Série A.
Segundo levantamento publicado pelo Globo Esporte, o acordo da Arena Banpará Baenão é o menor entre 8 contratos comparados. O Remo receberá R$ 1,5 milhão por ano, enquanto o vínculo imediatamente acima, entre Atlético (MG) e MRV, prevê mais de R$ 7 milhões anuais.
Na liderança aparece o acordo firmado recentemente pelo Palmeiras (SP), que receberá aproximadamente R$ 51 milhões por ano para que seu estádio seja denominado Nubank Parque. Também aparecem à frente do Remo os contratos relacionados a Morumbis (São Paulo-SP), Neo Química Arena (Corinthians-SP), Vila Viva Sorte (Santos-SP), Ligga Arena (Athletico-PR) e Casa de Apostas Arena Fonte Nova (Bahia-BA).
A comparação, entretanto, envolve clubes, estádios, mercados e modelos comerciais distintos. No caso do clube baiano, por exemplo, a Fonte Nova pertence ao Governo da Bahia e é administrada por uma concessionária.
O Globo Esporte também informa que o valor anual do contrato do Baenão permanece em R$ 1,5 milhão desde o começo da parceria, em 2020. O patrocínio do Banpará estampado no uniforme azulino faz parte de outro acordo, com valores diferentes dos direitos de nome do estádio.
Embora seja a casa tradicional do Remo, o Baenão tem sido utilizado principalmente para treinamentos. Na atual Série A, recebeu apenas uma partida do Leão, enquanto os demais compromissos como mandante foram realizados no Mangueirão.
A renovação mantém uma parceria consolidada e garante nova entrada de recursos. Ao mesmo tempo, a diferença em relação aos demais contratos da elite evidencia o espaço existente para uma futura valorização comercial do principal patrimônio azulino.
Com informações de Roma News, Diário Online e Globo Esporte.


