Panagiotis Tachtsidis e Leonel Picco – Foto: Samara Miranda (Clube do Remo)
Panagiotis Tachtsidis e Leonel Picco – Foto: Samara Miranda (Clube do Remo)

Nas 2 últimas temporadas, o Remo decidiu expandir suas fronteiras e apostar no mercado internacional. Depois de bater o recorde de estrangeiros no clube em uma única temporada no ano passado, com 7 no total, o Leão ampliou a marca em 2026, chegando a ter 11 “importados” no fim de março.

Porém, o número expressivo não significou que os jogadores de fora do Brasil teriam prestígio no elenco, pelo contrário. Nos últimos meses, eles perderam espaço no time titular ou mesmo entre os relacionados para as partidas.

O exemplo mais recente é do meia Panagiotis Tachtsidis, primeiro grego a vestir a camisa azulina, que teve sua saída anunciada neste sábado (06/06).

Contratado em meio a última Série B, Pana – como também era chamado – foi titular em 8 jogos na reta final e contribuiu com 1 gol e 1 assistência no acesso para a elite. Na atual temporada, atuou em apenas 6 jogos entre Campeonato Paraense e Copa Norte.

Ele foi um dos 7 que estiveram no elenco até o final da Série B, sendo que 6 seguiram para disputar o Brasileirão – os uruguaios Tassano, Diego Hernandez e Nico Ferreira, o colombiano Victor Cantillo e o atacante João Pedro, nascido em Guiné-Bissau, naturalizado português. Apenas o paraguaio Alan Rodríguez deixou o clube.

O Remo contratou mais 5 estrangeiros para a atual temporada – Duplexe Tchamba (Camarões), Braian Cufré (Argentina), Franco Catarozzi (Uruguai), Leonel Picco (Argentina) e Rafael Monti (Argentina), atingindo um novo recorde em uma única temporada.

No mês de abril, o volante Cantillo e o atacante Nico Ferreira deixaram o Remo em saídas amigáveis.

O uruguaio Franco Catarozzi, por outro lado, segue no clube, mas recebeu poucas oportunidades – foram 5 jogos, sendo apenas 1 na Série A, ainda em fevereiro, pela 2ª rodada.

O zagueiro Tassano e o atacante Rafael Monti são outros com pouco espaço, cada um com 7 jogos, sendo que o primeiro sequer jogou o Brasileirão, enquanto que o segundo não atua desde o dia 29/04, na despedida da Copa Norte, além de apenas 1 jogo da elite, na 5ª rodada, contra o Fluminense (RJ).

O lateral-esquerdo Braian Cufré tem 10 jogos na temporada, mas poderia ter mais, já que foi relacionado para 11 jogos da Série A, mas saiu do banco em apenas um deles. O atacante João Pedro, autor de 2 gols no jogo do acesso para a elite, virou 3ª opção no centro do ataque e jogou 14 vezes no ano, sendo 6 do Brasileirão.

Com 19 jogos, Diego Hernandez é o segundo estrangeiro com mais atuações no ano, atrás apenas do volante Leonel Picco, mas foi titular em apenas 1 dos 9 jogos que fez na Série A. Aliás, no último jogo antes da pausa, ele entrou no minuto final contra o São Paulo (SP), no seu possível jogo de despedida – o empréstimo com o Botafogo (RJ) encerra no meio do ano, sem sinalização de compra do Remo.

Para toda regra, há uma exceção – ou até duas, no caso do Leão. Reforço mais caro da história do clube, contratado por R$ 9 milhões junto ao Platense (Argentina), Picco é o estrangeiro com mais jogos no elenco, com 22 no total, sendo bastante utilizado na Série A – 8 como titular e 7 vindo do banco.

Entre estrangeiros e brasileiros, é difícil apontar um contratado com impacto tão imediato como o do camaronês Duplexe Tchamba. Contratado no fim da primeira janela, o zagueiro chegou e tomou conta da posição. Titular absoluto na linha de zaga, ao lado do capitão Marllon, esteve presente em todos os 14 jogos que o Remo fez desde sua chegada, na 5ª rodada.

Globo Esporte.com, 08/06/2026

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