O Clube do Remo encerrou a “primeira fase” da Série A dentro da meta mínima traçada internamente pela comissão técnica, mas ainda vive situação delicada na luta contra o rebaixamento. Após 18 rodadas disputadas antes da pausa para a Copa do Mundo, o Leão aparece na 18ª colocação, com 18 pontos conquistados.
A campanha azulina tem 4 vitórias, 6 empates e 8 derrotas. Mesmo dentro da pontuação considerada aceitável pelo clube para este momento da competição, o Remo segue entre os times com maior risco de queda, segundo levantamento do site “Probabilidades no Futebol”, da UFMG.
De acordo com os números atualizados, o clube paraense possui 48,4% de chances de rebaixamento. Apenas Chapecoense (SC) e Mirassol (SP), respectivamente, com 94,9% e 55,1%, aparecem em situação pior. Logo atrás vem o Vasco (RJ), com 40% de risco.
Na tabela, o Remo está 2 pontos atrás do time carioca, que abre o Z4 com 20 pontos. Abaixo do Leão aparecem os paulistas e catarinenses, com 16 e 9 pontos.
Os números da UFMG também mostram que a briga contra a queda deve seguir intensa até o fim da competição. Segundo as projeções, uma equipe com 44 pontos ainda teria 22,8% de chances de cair. Com 43 pontos, o risco sobe para 42,8%. Quem terminar com 38 pontos terá rebaixamento praticamente certo.
Com isso, a tendência é que a permanência na Série A exija pontuação acima dos 45 pontos. Para alcançar essa marca, o Remo precisará somar pelo menos mais 27 pontos nas 20 rodadas restantes após a paralisação do calendário.
De volta à elite nacional depois de 32 anos, os azulinos tentam aproveitar a pausa da Copa do Mundo para ajustar o elenco e ganhar força para a sequência decisiva da temporada.
O Liberal.com, 01/06/2026


