Léo Condé – Foto: Samara Miranda (Clube do Remo)
Léo Condé – Foto: Samara Miranda (Clube do Remo)

O Remo vai encarar o São Paulo (SP) neste domingo (31/05), às 20h30, no Mangueirão, com um sistema de jogo diferente do que vinha praticando até o jogo contra o Athletico (PR).

Os treinos da semana evidenciaram um time estruturado no 4-4-2, desenho tático que Léo Condé ainda não havia projetado, exceto em situações específicas de jogo. A alteração é aparentemente sutil, mas vai implicar em um redesenho da maneira de jogar da equipe.

Reforçado, o meio-campo ficaria entregue ao quarteto formado por Zé Welison, Patrick, Zé Ricardo e Vitor Bueno, com Yago Pikachu e Alef Manga no ataque.

Caso se confirme o novo modelo, o técnico busca conter dois problemas: a ausência do velocista Jajá, suspenso; e a presença no ataque adversário de Ferreirinha e Arthur, jogadores extremamente rápidos.

A primeira consequência da adoção do formato é a escalação de Pikachu como um atacante pela direita, sem a obrigação de recompor e cobrir os eventuais avanços do lateral Marcelinho, como faz quando o Remo joga no 4-3-3. Terá que se dedicar às ações ofensivas, juntando-se a Alef Manga nas tramas em direção à área paulista.

Vitor Bueno, que Condé já definiu como um meia-armador que sabe jogar no ataque, poderá flutuar à frente dos volantes e surgir como elemento surpresa no comando, quase como um centroavante.

Outra explicação possível para o uso do 4-4-2 é fortalecer a marcação no meio e garantir maior proteção à defesa, que esteve muito exposta diante do time paranaense, quando enfrentou atacantes rápidos e habilidosos.

A experiência negativa serviu de alerta para Léo Condé. É preciso considerar que o técnico ficou diante de um verdadeiro “abacaxi”, pois o time sofreu o impacto de baixas importantes – Marcelo Rangel, Gabriel Taliari e Jajá.

Ygor Vinhas e Ivan Quaresma disputam a vaga no gol. Ausente há 6 rodadas, Taliari tem sido substituido – mais ou menos – por Manga, mas Jajá não tem substituto.

O confronto é vital para os planos azulinos, pois representa a chance de recuperação na última rodada antes da parada de 50 dias para a Copa do Mundo. Se alcançar 18 pontos, o Leão posiciona-se junto à porta de saída do Z4 e abre perspectivas positivas para o retorno da competição, no segundo semestre.

Blog do Gerson Nogueira, 31/05/2026

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