Quando um time tenta transformar reação em estabilidade dentro de uma competição tão exigente quanto a Série A do Campeonato Brasileiro, cada detalhe passa a ter peso decisivo.
Em uma tarde que parecia desenhada para consolidar o crescimento do Remo diante de sua torcida, o comportamento individual acabou falando mais alto que o esforço coletivo.
A expulsão de Jajá, no final do primeiro tempo, desmoronou o planejamento traçado por Léo Condé e obrigou o Leão a mudar completamente sua estratégia em um jogo que terminou com derrota de virada por 2 a 1 para o Athletico (PR), no Mangueirão.
Embalado pelo apoio vindo das arquibancadas, o Remo começou pressionando, abriu o placar com Jajá, mas viu o adversário crescer na reta final da etapa inicial e arrancar o empate em um confronto marcado por polêmicas, intervenções do VAR e a expulsão do próprio atacante remista nos acréscimos da primeira etada.
Autor do gol azulino, Jajá recebeu cartão vermelho direto após fazer um gesto obsceno em direção aos jogadores adversários, lance revisado com auxílio do vídeo e que deixou o Leão com um jogador a menos antes do intervalo.
Com superioridade numérica durante toda a etapa final, o time paranaense aproveitou o desgaste físico remista e conseguiu a virada, frustrando os mais de 20 mil torcedores presentes nas arquibancadas.
O Mangueirão viveu um primeiro tempo de fortes emoções. A equipe azulina iniciou a partida buscando velocidade pelos lados do campo, especialmente com Jajá e Marcelinho. Logo aos 4 minutos, Jajá tabelou com Mayk e conseguiu o primeiro escanteio da partida.
Pouco depois, Alef Manga quase abriu o placar ao desviar de cabeça cruzamento vindo da esquerda, mas a bola saiu ao lado do gol defendido por Santos.
O Athletico (PR) tentava responder com Claudinho e Zapelli articulando as jogadas ofensivas, mas o Remo mostrava mais intensidade.
Aos 13 minutos, o esforço azulino foi recompensado quando Marcelinho avançou pela direita e cruzou para a área. A bola desviou no caminho e sobrou para Jajá, que se antecipou à marcação de Gilberto para empurrar para o fundo das redes e explodir o Mangueirão.
Depois do gol sofrido, o Athletico (PR) passou a controlar mais a posse de bola e empurrou o Remo para o campo defensivo. Viveros, Mendoza e Zapelli começaram a aparecer com mais frequência no ataque, obrigando Marcelo Rangel a trabalhar.
Aos 25 minutos, os paranaenses chegaram a empatar após lance confuso dentro da área, concluído por Zapelli, mas o VAR chamou o árbitro Rodrigo José Pereira de Lima (PE) para revisão. Após análise, o gol foi anulado por toque no braço do argentino antes da finalização.
Mesmo com a anulação, o time adversário manteve a pressão. Claudinho assustou em chute travado, Mendoza levou perigo em finalização desviada e Marcelo Rangel apareceu bem em cobrança fechada de Zapelli e em cabeçada de Claudinho.
O empate parecia amadurecer e a insistência deu resultado aos 44 minutos. Claudinho cruzou na área, Viveros passou da bola no primeiro momento, mas se recuperou rapidamente, se livrou da marcação de Duplexe Tchamba e bateu firme para deixar tudo igual no Mangueirão.
Nos acréscimos, o clima esquentou de vez. Jajá protagonizou grande arrancada em contra-ataque, saindo desde o campo de defesa, mas desperdiçou o lance no momento do cruzamento.
Os jogadores do Athletico (PR) reclamaram de um gesto ofensivo do atacante remista após a conclusão da jogada. A arbitragem interrompeu a partida e consultou o VAR. Após revisão, Jajá recebeu cartão vermelho direto, aos 52 minutos, deixando o Remo com um jogador a menos antes do intervalo.
Ainda houve tempo para novos cartões amarelos. Zapelli foi advertido por falta em Alef Manga e Marcelinho acabou punido por simulação após cair na área em disputa com Claudinho.
O primeiro tempo terminou cercado por tensão, reclamações e expectativa para uma segunda etapa decisiva no Mangueirão.
Com um jogador a mais desde os acréscimos da etapa inicial, o Athletico (PR) voltou do intervalo decidido a transformar a superioridade numérica em vantagem no placar. Com apenas 15 segundos, Leozinho apareceu livre na área e cabeceou para fora.
Os visitantes acumularam cruzamentos e finalizações, principalmente buscando Viveros, que obrigou Marcelo Rangel a trabalhar logo aos 2 minutos, em chute de fora da área.
A pressão aumentava a cada ataque. Aos 7 minutos, Jadson encontrou ótimo passe infiltrado para Viveros. O atacante colombiano saiu cara a cara com Marcelo Rangel e bateu no canto para decretar a virada no Mangueirão.
Mesmo em vantagem, o time paranaense seguiu melhor em campo. Viveros quase ampliou aos 12 minutos em nova finalização defendida com a perna por Marcelo Rangel.
O Remo, por sua vez, tentava responder mais na base da vontade do que da organização, com Alef Manga buscando jogadas individuais e Marcelinho tentando acelerar pelo lado direito.
Percebendo a dificuldade da equipe, Léo Condé promoveu mudanças no time azulino. Leonel Picco entrou na vaga de Patrick, enquanto Gabriel Poveda substituiu Vitor Bueno para aumentar a presença ofensiva. Mais tarde, Diego Hernandez também foi acionado no lugar de Alef Manga.
Mesmo desgastado fisicamente e com um jogador a menos, o Remo tentou pressionar nos minutos finais. Zé Welison levantou bola na área buscando Marllon, enquanto Marcelinho passou a ser uma das válvulas de escape do time azulino.
Aos 34 minutos, a torcida explodiu quando a arbitragem marcou pênalti após disputa entre Claudinho e Marcelinho dentro da área. No entanto, a esperança durou pouco. Após revisão do VAR, o árbitro voltou atrás e anulou a penalidade, gerando forte reclamação dos jogadores e da torcida remista.
Depois do lance polêmico, o Athletico (PR) retomou o controle da partida e passou a explorar ainda mais os espaços deixados pelo Remo. Claudinho fez grande jogada individual pela esquerda aos 41 minutos, deixando Matheus Alexandre para trás antes de servir Julimar, que parou em boa defesa de Marcelo Rangel.
Nos minutos finais, Leozinho chegou a marcar o 3º gol após arrancada desde o campo de defesa, passando por Marcelo Rangel e finalizando com o gol vazio. O lance, inicialmente validado, acabou anulado por impedimento na origem da jogada.
Mesmo sem ampliar, o Athletico (PR) administrou a posse de bola até o apito final e confirmou a vitória de virada no Mangueirão.
O resultado evidenciou o peso que a expulsão de Jajá teve no destino da partida e aumentou a pressão sobre o Remo na luta contra a zona de rebaixamento.
Sem conseguir aproveitar o fator casa, o Leão permaneceu na 19ª colocação, com 15 pontos, cada vez mais pressionado na parte inferior da tabela. O próximo jogo será contra o São Paulo (SP), no domingo (31/05), às 20h30, novamente no Mangueirão.
Diário Online, 24/05/2026



O Fenômeno Azul merece um elenco tecnicamente competente, reforçando o sistema defensivo, além de qualificado mentalmente, evitando ações reprováveis, praticadas por um profissional de futebol!
Uma derrota de lamentar muito porque o jogo estava equilibrado, inclusive com a maior posse de bola do Remo, porém com a infantil expulsão do Jajá a partida ficou nas mãos do Athetico PR e não tardou o gol da virada.
Melhor do Remo em campo: Zé Welison, muita raça e doação para defender e atacar.
Destaques negativos:
– Vitor Bueno, muito lento e desligado, atrapalhou muito ataques do time, inclusive um lance que o Remo poderia abrir 2×0, em contra-ataque 3 contra 2 já o Bueno em vez de passar para o Manga ou Jajá abertos marcar o gol, o Bueno deixou o cara do Furacão o roubar a bola.
– Diego Hernandez, está muito clara a sua desmotivação em jogar no Remo, gosto dele mas jogando assim é melhor o liberar.
– Jajá merecia uma punição com desconto de 30% de seu salário por sua molecagem, porque pensou em si, não no time e nem no Remo, ao praticamente se expulsar em um atitude de moleque.
No pênalti no Marcelinho, em lance interpretativo, duvido se fosse para o Porco ou para o Urubu se o VAR iria chamar o juiz justificando NÃO carga faltosa do zagueiro do Furacão.