Remo 0×1 Cruzeiro-MG (Léo Condé) – Foto: Samara Miranda (Clube do Remo)
Remo 0×1 Cruzeiro-MG (Léo Condé) – Foto: Samara Miranda (Clube do Remo)

Para o técnico Léo Condé, o equilíbrio do jogo de sábado (25/04), contra o Cruzeiro (MG), fez com que a equipe de maior estrutura e investimento acabasse levando a melhor, mas que ninguém pode reclamar da entrega azulina.

“Normal o torcedor ficar chateado quando o resultado não vem. O início do ano com a perda do Estadual é um fardo que essa equipe vai carregar. O que falei é que temos que reverter. A gente tem uma possibilidade de avançar na Copa do Brasil, a gente tem que reagir no Brasileirão. O torcedor está muito machucado, mas no aspecto de vontade, de entrega, estamos mostrando bem”, disse.

“Está todo mundo lutando, brigando, fazendo seu melhor. Agora, do outro lado também a gente está enfrentando grandes oponentes, equipes qualificadas, com grande estrutura, já com equipes montadas há 3, 4, 5 temporadas. Então, acho que nesse aspecto, não. Talvez a gente pode e deve melhorar em outros, mas em termos de entrega e de dedicação os jogadores estão deixando tudo dentro de campo”, completou.

Para dar um exemplo de como o Remo pode ainda sair dessa situação, Condé lembrou da recuperação feita pelo Vitória (BA), que teve um primeiro turno muito ruim em 2025 e conseguiu uma campanha quase perfeita para fugir do rebaixamento. Um dos obstáculos para fugir dessa situação passa pela questão física, com o Remo sendo um dos times mais exigidos diante da logística do dia a dia azulino.

“O desgaste é muito grande. A gente saiu para fazer 2 jogos muito físicos, contra o RB Bragantino (SP), um equipe muito jovem, de muita força, e o Bahia (BA), que também tem essa característica. Temos uma dificuldade na logística também. Não é desculpa, mas os jogos ficaram muito encavalados, ficaram muito próximos, mas mesmo assim, acho que a equipe, no aspecto físico, até respondeu bem. A gente conseguiu equilibrar forças nesse quesito com o Cruzeiro (MG)”, apontou.

Sobre a derrota para o time mineiro, o treinador também lamentou a falta de letalidade do Leão em momentos decisivos do jogo.

“A gente teve volume em alguns momentos do jogo, mas faltou um capricho maior. Tivemos algumas boas chances com o Jajá, com o João Pedro, com o (Alef) Manga. Também algumas bolas que bateram na defesa adversária. É um quesito que a gente precisa de semana cheia para trabalhar e desde quando cheguei aqui não tive nenhuma semana assim”, falou.

Diário do Pará, 27/04/2026

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor informe seu comentário!
Por favor informe seu nome aqui