Sem seus principais articuladores, Remo e Cruzeiro (MG) fizeram um jogo travado no Baenão, decidido nos detalhes.
Apostando nas jogadas pelos lados, especialmente pela direita, as equipes encontraram dificuldades no meio-campo. Mais eficiente, a equipe mineira aproveitou uma das poucas oportunidades e venceu, por 1 a 0, enquanto o Leão pecou na criação e na pontaria, ampliando a insatisfação da torcida com o técnico Léo Condé.
Sem Vitor Bueno e Matheus Pereira, responsáveis pela organização ofensiva de azulinos e cruzeirenses, respectivamente, o confronto ganhou um desenho previsível – pouco espaço pelo centro e jogo concentrado nas laterais, principalmente pela direita.
Pelo lado azulino, Marcelinho foi a principal válvula de escape. Do outro, Kauã aparecia como opção constante para cruzamentos.
Apesar da insistência, o Remo teve dificuldades para transformar volume em perigo. Marcelinho até conseguia avançar, mas encontrava um time espaçado, com pouca aproximação para tabelas. Restava, muitas vezes, a bola alçada na área, cenário pouco produtivo em uma noite ruim de Gabriel Poveda, que perdeu a maioria dos duelos. Ainda assim, sua atuação apagada não explica sozinha o desempenho ofensivo.
O Leão produziu pouco para seu centroavante. A ausência de Gabriel Taliari, além de pesar tecnicamente, tirou da equipe um jogador capaz de participar mais do jogo fora da área e oferecer alternativas na construção.
Com um meio-campo mais pesado e carente de criatividade, a falta de Vitor Bueno também ficou evidente. Sem seu articulador, o Remo dependeu ainda mais de iniciativas individuais e de um nível alto de participação coletiva, algo que não conseguiu sustentar ao longo da partida.
Se o time da casa tentava pela direita, o Cruzeiro (MG) também encontrou por ali seu caminho. Kauã foi presença constante no apoio, especialmente no primeiro tempo. Os cruzamentos pouco produziram, mas foi justamente desse lado que saiu o gol de Arroyo, que aproveitou uma jogada bem construída para abrir o placar.
A eficiência celeste contrastou com a falta de pontaria azulina. O Remo finalizou 14 vezes, mas acertou apenas 1 na direção do gol, já no fim do duelo, sem levar perigo em finalização sem força de Alef Manga. Do lado cruzeirense, foram 6 finalizações no alvo, sendo 5 defendidas pelo goleiro azulino, uma na trave e nenhuma para fora.
A dificuldade criativa do Leão ficou evidente em lances repetidos ao longo do jogo. Em um deles, aos 42 minutos do primeiro tempo, Zé Welison cruzou antes mesmo de chegar à linha de fundo, procurando um jogador que nem estava dentro da área. Situação semelhante se repetiu na etapa final, ilustrando a falta de ideias na construção ofensiva.
Na reta final, o cenário ficou ainda mais complicado. Marcelinho sentiu uma lesão e precisou permanecer em campo no sacrifício, já que Léo Condé havia feito todas as substituições. Para reorganizar o time, o treinador colocou Leonel Picco na defesa, formando uma saída com o volante argentino pela direita e liberando Duplexe Tchamba pela esquerda.
A derrota aumentou a pressão sobre Léo Condé, alvo de críticas da torcida pelos resultados e pelo fraco desempenho ofensivo. As cobranças são válidas, mas também esbarram nas limitações do elenco, agravadas por desfalques importantes. Se o treinador é um problema, ele não é o único – e provavelmente não é o maior.
Sem Vitor Bueno, Taliari e até David Braga, o treinador teve que improvisar peças, como o volante Zé Ricardo atuando em função mais avançada. A falta de opções também impactou durante o jogo, reduzindo a capacidade de mudança de nível da equipe com as substituições.
“Perdemos peças importantes, principalmente para jogar em casa. Perdemos o Vitor Bueno e, nessa semana, perdemos o Taliari. Também perdemos o David Braga, que é o reserva imediato do Vitor. Então, tivemos que improvisar um volante, o Zé Ricardo”, justificou o treinador.
Sem conseguir transformar volume em chances claras e desperdiçando oportunidades, o Remo segue com dificuldades para propor o jogo e encontra, rodada após rodada, obstáculos para reagir no Brasileirão.
Globo Esporte.com, 26/04/2026



Essa vitória di Cruzeiro escancara a culpa d tofdos: Diretoria, comissão técnica e elenco. Um técnico q botou o Remo para jogar só com ligação direta, no chuveirinho e no improviso. Um elenco, q nem o básico conseguia realizar, o q é mais grave e demonstra uma gde deficiência técnica desses jogadores. A zaga é pp o meio campo não possui qualidade para trocar 2, 3 passes para organizar o jogo ou conectar os setores q, sem contrucao inexiste no ataque….tornando o futebol do Remo aleatorio e sem capacidade coletiva. Isso tdo se deve a ingerência direta da diretoria q contratou sem critérios, um plantel com jogadores limitados e um técnico primeiro, tática da cabeça e segundo com pouca, ou quase nenhuma evolução tática, transformando o Remo em um time sem repertório e padrão decente. Esperar capacidade técnica consistente de jogadores como: Os Tanques, Polenta, PédeManga, Léo, Kayke, Pikachuva e outros é brigar com a Realidade. Falta preparo físico, capacidade de decisão, e leitura de jogo. É um elenco q coletivamente não entrega ( poucos se salvando individualmente) tornando o Remo um time q não impõe respeito, um 3 pontos ganho fácil, uma galinha morta. E o q pior: com esse futebolzinho nesse nível ate na série B teria gds dificuldades. Ontem não foi só uma derrota, foi o retrato fiel de um projeto mal idealizado, mal conduzido e mal construído.
Cara, o que dá impressão, que querem matar o resíduo do Braz, agora, tem que vingar o time do males, mas com o trio PPP, fica difícil, pelo visto, vão matar é o Leão.