A 12ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro 2026 marcou o retorno de um elemento bastante tradicional em ligas ao redor do mundo – o “patch oficial” da competição aplicado nas camisas dos clubes.
Após cerca de 2 anos sem a presença desse tipo de identificação nos uniformes, a CBF voltou a adotar o selo do torneio, ainda que de forma parcial e sem um anúncio oficial sobre a novidade.
O detalhe chamou atenção dos torcedores no último fim de semana, já que diversas equipes entraram em campo ostentando o novo item nas mangas de seus uniformes. No entanto, a adoção não foi unânime entre os participantes da elite nacional, o que indica que, ao menos neste primeiro momento, a utilização pode não ser obrigatória.
Apenas 11 dos 20 clubes da Série A utilizaram o novo selo na rodada – Grêmio (RS), Mirassol (SP), Internacional (RS), Fluminense (RJ), Santos (SP), Flamengo (RJ), Corinthians (SP), Palmeiras (SP), Athletico (PR), Atlético (MG) e Clube do Remo.
Por outro lado, Cruzeiro (MG), São Paulo (SP), Vasco (RJ), Chapecoense (SC), Botafogo (RJ), Bahia (BA), Vitória (BA), Coritiba (PR) e Red Bull Bragantino (SP) atuaram sem o patch em suas camisas, reforçando a possibilidade de que a aplicação esteja sendo tratada de forma opcional neste momento inicial.
O novo patch oficial da Série A aposta em um visual elegante e institucional. A base é branca, com acabamento em bordas duplas douradas, que trazem um aspecto mais sofisticado ao selo e ajudam a destacar sua presença no uniforme.
Ao centro, o logo oficial do Brasileirão aparece em evidência, acompanhado por elementos inspirados na bandeira do Brasil. Esses grafismos formam um grande losango em tom cinza, criando profundidade visual e reforçando a identidade nacional da competição.
Logo abaixo, a inscrição “Série A” aparece em destaque, deixando clara a divisão da competição representada no patch e diferenciando-o de outras categorias organizadas pela CBF.
Outro detalhe importante está na parte inferior do patch, onde foi inserido um segundo selo, em azul, com uma mensagem de combate ao feminicídio. A iniciativa reforça o uso da visibilidade do futebol como ferramenta de conscientização social, algo cada vez mais presente nas principais competições esportivas.
A inclusão desse elemento amplia o significado do patch além da identificação esportiva, transformando-o também em um símbolo de responsabilidade social dentro do campeonato mais importante do país.
Ainda sem um posicionamento oficial da CBF sobre a implementação definitiva do selo, resta acompanhar se o patch seguirá presente nas próximas rodadas e se passará a ser utilizado por todos os clubes da Série A.
Mantos do Futebol, 20/04/2026


