O Remo foi derrotado por 4 a 2 pelo Red Bull Bragantino (SP) neste domingo (19/04), no estádio Cícero de Souza Marques, pela 12ª rodada da Série A do Brasileirão 2026.
Em um jogo que teve um primeiro em que até conseguiu competir, o Leão voltou totalmente desligado após o intervalo e viu o adversário decidir rapidamente, expondo problemas táticos e de execução da equipe comandada por Léo Condé.
A principal diferença para esse jogo esteve no lado direito, onde o treinador escalou Matheus Alexandre como lateral e adiantou Marcelinho, formando uma espécie de “dobradinha” pelo setor. A ideia, segundo o próprio Condé, era neutralizar o lado esquerdo forte dos paulistas, especialmente as subidas de Capixaba. Ao mesmo tempo, pensava em explorar o espaço nas costas do adversário.
“Uma das virtudes do RB Bragantino (SP) é o lado esquerdo, com as ultrapassagens do Capixaba. Queríamos dobrar a lateral para tirar um pouco daquele jogo. Ao mesmo tempo, tenta explorar as costas dele. Teve um lance de gol que sofremos daquele lado mas, ao mesmo tempo, também marcamos um nesse tipo de situação”, explicou o técnico azulino.
Na prática, o plano não se sustentou. O primeiro gol sofrido nasceu justamente por aquele lado e o Remo seguiu vulnerável nas jogadas pelos flancos, principalmente pela esquerda, mesmo com dois jogadores posicionados ali.
Ficou o questionamento sobre alternativas. Yago Pikachu, por exemplo, poderia cumprir essa função híbrida com mais qualidade ofensiva, enquanto Marcelinho poderia ser recuado, já que Matheus Alexandre teve atuação discreta e pouco contribuiu.
Outra mudança relevante foi a saída de Alef Manga do time titular, que não estava jogando bem, dando lugar a Jajá, em uma tentativa de aumentar a velocidade pelos lados.
Foi justamente na transição que o Remo tentou se apoiar. Com Jajá e Marcelinho abertos, o time buscou acelerar o jogo com bolas longas – foram 69 tentativas – e cruzamentos, mas faltou precisão. O aproveitamento nas ligações diretas foi baixo e, nos cruzamentos, o índice ficou em pífios 25%, piorando no segundo tempo, com apenas 1 acerto em 7 tentativas.
Se defensivamente Marcelinho não conseguiu cumprir o papel esperado, ofensivamente apareceu bem, marcando um dos gols e sendo mais efetivo no ataque do que na recomposição. Por outro lado, Matheus Alexandre praticamente não apoiou. No geral, o Remo perdeu mais da metade dos duelos individuais, mesmo com uma formação que sugira maior proteção.
O meio-campo também não sustentou o sistema. A duplad e volantes formada por Zé Welison e Patrick deixou espaços e pouco ajudou na saída de bola. A ausência de Leonel Picco, considerado o melhor marcador da equipe, levanta questionamentos.
Apesar dos problemas, o primeiro tempo foi competitivo. O RB Bragantino (SP) abriu o placar com Isidro Pitta, em jogada pela esquerda. O Remo respondeu com um golaço de Gabriel Taliari, do meio-campo, aproveitando falha defensiva. O time paulista voltou à frente novamente com Pitta, desta vez em jogada pelo outro lado, e o Leão buscou o empate em boa troca entre pontas, quando Jajá cruzou para Marcelinho marcar.
Se na etapa inicial o jogo foi aberto, no segundo tempo houve um colapso azulino. O Remo voltou desconectado e, em 10 minutos, sofreu 3 grandes chances, sendo 2 delas convertidas em gol.
A partir dali, o confronto praticamente acabou. Os donos da casa finalizaram 8 vezes na etapa final, contra apenas 1 do Leão.
O desgaste físico e a queda de intensidade ficaram evidentes. Os remistas competiram por momentos, mas não sustentaram o nível ao longo dos 90 minutos. No Brasileirão, isso costuma custar caro!
Globo Esporte.com, 20/04/2026


