A temporada de 2026 sempre foi encarada por todas as comissões técnicas que passaram pelo Baenão como um desafio constante por causa do calendário apertado e da quantidade de compromissos. Com o fim do Campeonato Paraense e, nesta quarta-feira (15/04), a desclassificação na Copa Norte, o Remo terá pela frente basicamente a Série A do Campeonato Brasileiro, com suas 27 rodadas restantes.
Além disso, tem pelo menos 2 compromissos confirmados pela Copa do Brasil, contra o Bahia (BA). Há ainda um último jogo a ser cumprido pela Copa Norte, diante do Galvez (AC), no dia 29/04. Eliminado, é possível que, mais do que um time “alternativo”, o Leão escale muitos jogadores da base contra o time acreano.
Com isso, um dilema que há tempos se arrasta no clube se torna urgente – o que fazer com um elenco tão inchado?
Com 41 jogadores de linha à disposição e com apenas um campo para treinar, é virtualmente impossível que todos estejam trabalhando com bola todos os dias. Isso já havia sido citado textualmente pelo colombiano Juan Carlos Osorio e também é lembrado frequentemente, de uma forma mais diplomática, por Léo Condé.
Com a janela de transferências fechada, a missão da diretoria de encaixar jogadores que não interessam é das mais complicadas. Ninguém vai simplesmente deixar um clube da Série A, que paga em dia e dá condições de trabalho, para ficar desempregado ou ir para um time da Série C ou Série D. A menos, é claro, que o Remo pague a multa rescisória, o que mais de uma vez já foi dito pelos dirigentes que não tem como ser feito.
Daqui a aproximadamente 50 dias, a útima janela de transferências do ano se abrirá, quando começa a Copa do Mundo. Será o momento de aquecimento do mercado para todos os jogadores do futebol nacional e a oportunidade para que alguns saiam, até porque é certo que o Remo vai atrás de reforços para tentar se afastar das últimas posições da classificação da Série A.
Até aqui, nenhum nome foi citado pela diretoria como candidato a deixar o Baenão. No entanto, o pouco aproveitamento de alguns atletas é indício de quem pode ter que procurar outra casa – a não ser que, até lá, tenha uma melhora de rendimento, o que não tem acontecido até aqui.
Alguns jogadores que foram contratados esse ano estão há algum tempo sem terem chances. É o caso do volante Franco Catarozzi, com apenas 4 jogos com a camisa azulina.
Remanescentes do ano passado, outros nomes têm visto mais jogos do banco – ou do sofá de casa – do que dentro das quatro linhas. O grego Panagiotis Tachtsidis atuou em 5 partidas na temporada, o volante Freitas em 5 jogos e Giovanni Pavani em 9, mas com 2 gols marcados.
No ataque, a situação é mais abrangente. O centroavante Carlinhos, que não vem sendo relacionado para as partidas, entrou em campo em 6 oportunidades e marcou 1 gol. João Pedro, muito importante na campanha do acesso, tem 12 jogos e 3 gols, mas poucos jogos como titular. Rafael Monti, que chegou cheio de expectativas, tem 6 partidas em 2026, enquanto que Nico Ferreira tem 10 partidas e 2 gols. O centroavante Eduardo Melo, que está lesionado, tem 3 gols em 7 jogos.
Diário do Pará, 17/04/2026


