Remo 1×1 Monte Roraima-RR (Gabriel Taliari, Kayky, Duplexe Tchamba e Alef Manga) – Foto: Samara Miranda (Clube do Remo)
Remo 1×1 Monte Roraima-RR (Gabriel Taliari, Kayky, Duplexe Tchamba e Alef Manga) – Foto: Samara Miranda (Clube do Remo)

O resultado ruim diante do Monte Roraima (RR), domingo (29/03), no Baenão, não permitiu que o torcedor valorizasse algumas virtudes mostradas pelo Remo. O tropeço tomou a frente de qualquer análise, impedindo uma avaliação mais realista e equilibrada.

Apesar de tudo, a equipe mostrou iniciativa, esforço na busca pelo resultado e pelo menos 3 destaques individuais.

O Remo envolveu o adversário nos primeiros minutos, antes que o temporal estragasse a partida, a partir dos 20 minutos. Oportunidades foram criadas com jogadas pelos lados, com Yago Pikachu, Jajá e Gabriel Poveda.

A falta de apuro nas finalizações cobrou um preço alto depois, quando a bola praticamente não rolava mais, mas mesmo com a mudança de características da partida, obrigando Remo e Monte Roraima (RR) a abusarem dos chutes em “balãozinho” como forma de se lançar ao ataque, jogadores como Zé Welison, Patrick, Zé Ricardo e Pikachu ajudaram a manter pressão sobre a defensiva roraimense.

Depois do intervalo, com a diminuição da chuva, mas com o campo ainda encharcado, o Remo partiu de maneira mais resoluta em busca do gol, missão conduzida por Pikachu no lado direito e investindo pelo centro do ataque.

Foi assim que surgiu a penalidade, desperdiçada por Gabriel Poveda, com a brilhante participação do goleiro André Júnior.

Quando Léo Condé fez a troca no comando do ataque, o torcedor passou a ver em ação um centroavante diferenciado. Poveda é bom jogador, mas é um tipo de centroavante que precisa de um time que explore o jogo aéreo e pressione sempre pelas extremas, enquanto Gabriel Taliari tem outro estilo.

Com ele, a movimentação precisa ser intensa, perto e dentro da área. O resto fica por conta de sua habilidade em aproveitar as oportunidades, por mais escassas que sejam.

Rápido e hábil, Taliari balançou as redes aos 25 minutos, aproveitando um rebote na pequena área. Fez daquele espaço mínimo um caminho certeiro em direção às redes.

Foi o 3º gol em 2 jogos e meio pelo Remo. Na estreia, contra o Flamengo (RJ), no Maracanã, não deu para mostrar nada. Contra o Bahia (BA) foi protagonista, marcando 2 vezes em jogadas de fina sintonia com Vitor Bueno. Contra os roraimenses, mesmo que por alguns minutos, reafirmou a competência como goleador – um alento para um time em busca de afinação.

Outro destaque no Leão foi o estreante David Braga, meia-armador de estilo técnico, vindo do Athletic (MG). Entrou no segundo tempo, ajudou a lustrar o passe e tornou o time mais envolvente, mesmo com o gramado prejudicado pela chuva. Tem qualidades para substituir Bueno.

Por fim, é preciso falar sobre Duplexe Tchamba, que iniciou a partida atuando pela esquerda, mas que acabou no centro da zaga, onde é especialista. Regular e intenso, participou do lance do gol de Taliari – foi dele a cabeçada que resultou no rebote do goleiro – e não teve interferência na desinteligência que levou ao gol dos visitantes.

Blog do Gerson Nogueira, 31/03/2026

1 COMENTÁRIO

  1. O Braga vai com crtza brigar pela titularidade com o Bueno ( quem dera pudessem jogar juntos)….entrou, e nós primeiros 2 toques , uma enfiada deixando o Pikachuva na cara do gol….bem promissor a estria mesmo na piscina. O Dúplex na Caçamba foi uma baita surpresa e já está se tornando o principal nome da defesa remista…e o Talharim parece um clone do PR só q com mais instinto e faro de gol. Se o Condó(dos adversarios) organizar esse time, entrosar e condicionar fisicamente, temos boa condiçao não só de permanecer na serie A, mas quem sabe, sonhar com alguma coisa a mais.

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