Remo 1×2 Paysandu – Foto: Mauro Ângelo (Diário do Pará)
Remo 1×2 Paysandu – Foto: Mauro Ângelo (Diário do Pará)

O Paysandu largou na frente na decisão ao vencer o jogo de ida da final do Campeonato Paraense de 2026 neste domingo (01/03), no Mangueirão, e agora carrega a vantagem para o confronto decisivo do próximo domingo (08/03), enquanto o Clube do Remo terá que mudar da água para o vinho se quiser impedir a festa do rival e manter vivo o sonho do bicampeonato estadual.

Desde o apito inicial, o que se viu foi um primeiro tempo de domínio bicolor, com o time impondo ritmo, ocupando espaços e controlando as ações do clássico. Mais organizado e intenso, o Paysandu transformou posse de bola em pressão constante, encurralando o Remo e ditando o tom da etapa inicial do Re-Pa.

O Leão, por seu turno, apresentou uma primeira etapa apática, sem organização ofensiva e com pouca criatividade no meio-campo. Diante da inoperância na articulação das jogadas, os azulinos abusaram das ligações diretas, facilitando a marcação adversária. Para agravar o cenário, repetiram a fragilidade defensiva exibida em partidas anteriores do Campeonato Paraense, oferecendo espaços e permitindo que o rival explorasse as falhas com eficiência.

Logo no primeiro minuto, o Paysandu tomou a iniciativa. Thayllon avançou pela intermediária, invadiu a área e forçou a defesa do Remo a mandar para escanteio. Na cobrança, a bola cruzou a pequena área azulina e raspou perigosamente a frente da meta, sem que ninguém completasse.

A pressão inicial se transformou em vantagem aos 6 minutos. Marcinho encontrou Caio Mello livre na intermediária. O atacante arriscou de fora da área e acertou um chute rasteiro, sem chances para o goleiro Marcelo Rangel.

O Remo tentou responder. Pikachu teve finalização bloqueada, aos 15 minutos; e Diego Hernandez assustou em cobrança de falta, aos 19 minutos, exigindo boa defesa de Gabriel Mesquita. Porém, o Paysandu mostrava mais organização e intensidade, com transições rápidas e domínio do meio-campo.

Aos 32 minutos, veio o segundo golpe bicolor. Thayllon avançou livre pela direita e cruzou na medida para Marcinho, que ampliou o placar.

O Remo quese sofreu o terceiro gol poucos minutos depois, quando Caio Mello finalizou de voleio após escanteio, mas Marcelo Rangel desviou. No lance seguinte, Marcinho quase marcou um gol olímpico, novamente parado por grande defesa do goleiro azulino.

A reta final da etapa inicial foi marcada por tensão. Aos 43 minutos, Kleiton Pego se chocou com Marllon e caiu desacordado após bater a cabeça. A ambulância entrou em campo e o jogador deixou o gramado para atendimento hospitalar.

O segundo tempo começou sob a sombra da vantagem bicolor e com o Remo disposto a mudar o roteiro no Mangueirão. Logo no retorno do intervalo, o time veio com 3 alterações – Leonel Picco no lugar de Yago Pikachu, Nico Ferreira na vaga de Diego Hernandez e Marcelinho substituindo Léo Andrade.

Aos 2 minutos, Patrick de Paula avançou pelo centro e finalizou com força, mas Gabriel Mesquita segurou firme. O Remo mostrava postura mais agressiva. Ainda assim, o Paysandu seguia perigoso.

Aos 16 minutos, Marcelo Rangel se atrapalhou na saída de bola, que sobrou para Marcinho que servir Thayllon, livre, finalizar por cima, desperdiçando grande chance de ampliar.

O jogo ganhou contornos dramáticos aos 29 minutos. Alef Manga invadiu a área e chutou, a bola desviou no braço do defensor bicolor e o árbitro, bem posicionado, marcou pênalti, que o VAR confirmou.

Aos 32 minutos, João Pedro assumiu a responsabilidade e soltou uma bomba no canto, o goleiro Gabriel Mesquita ainda tocou na bola, que rebateu na trave antes de morrer no fundo da rede.

O Remo seguiu pressionando. Aos 35 minutos, Nico Ferreira fez bela jogada individual, mas finalizou fraco. Aos 43 minutos, Marcelinho dominou na área e caiu após dividida com Thalysson, pedindo pênalti mas, desta vez, o árbitro mandou seguir, sob protestos dos azulinos.

Aos 45 minutos, Nico Ferreira levantou na medida para Alef Manga, que cabeceou sem força, à direita do gol, desperdiçando a última oportunidade clara.

A reta final do segundo tempo foi de entrega e tensão até o apito final. O Remo reagiu, diminuiu a diferença e pressionou até os instantes derradeiros, mas o Paysandu soube administrar a vantagem construída na etapa inicial em mais um capítulo intenso do Re-Pa escrito sob emoção, reclamações e a atmosfera elétrica que só o clássico é capaz de produzir.

Diário Online, 01/03/2026

1 COMENTÁRIO

  1. O 1 x 2 saiu no lucro, uma vergonha um time milionário do Remo ser dominado e perder para um time furreco da mucura, cheio de moleques da base. O time do Remo esteve apático, igual como foi o REpa anterior, só que naquela ocasião era o tal time B, hoje foi o “time de série A”.

    Osório é página virada!

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