Zé Welison, Braian Cufré e Diego Hernandez – Foto: Raul Martins (Clube do Remo)
Zé Welison, Braian Cufré e Diego Hernandez – Foto: Raul Martins (Clube do Remo)

A primeira partida da final do Campeonato Paraense será neste domingo (01/03), às 17h, no estádio Mangueirão. O Remo entra com o maior peso de responsabilidade na decisão. O Paysandu também briga pela conquista, mas não carrega a mesma pressão imposta ao rival.

O fato é que a condição de competidor da Série A faz com que a torcida entenda que o Leão tem a obrigação de ser campeão. Essa cobrança não é gratuita, pois o investimento expressivo na aquisição de reforços e a consequente qualificação do elenco justificam a expectativa do torcedor.

No lado bicolor, a situação é diferente. O time foi montado com dificuldades e cumpre uma campanha digna, apesar dos poucos reforços contratados e da forte presença de garotos da base no elenco.

O trabalho do técnico Júnior Rocha é elogiado e reconhecido, afinal, em apenas 2 meses de trabalho, conseguiu estruturar um time competitivo, que ocupa a liderança geral na pontuação. Até mesmo no único embate entre os rivais, saiu em vantagem. Apesar do empate no resultado final, o Re-Pa foi claramente dominado pelo Paysandu.

Agora a realidade muda. São duas partidas, neste domingo (01/03) e no próximo (08/03), o que redobra o desafio para o motivado time bicolor. A torcida abraçou a causa e tem apoiado o time com entusiasmo. Não esmoreceu nem com a notícia da recuperação judicial.

No Remo, que faz uma campanha ainda insatisfatória na Série A do Campeonato Brasileiro, o clima é diferente. O técnico Juan Carlos Osorio é criticado pela maioria da torcida e saiu sob vaias do Mangueirão, após o empate em 1 a 1 com o Internacional (RS).

O colombiano tem quase 2 meses de trabalho à frente de um elenco de 39 atletas, mas ainda não conseguiu definir um time titular. Adepto da teoria do rodízio como alavanca para a evolução tática, Osorio conseguiu desagradar a quase todos no Baenão, incluindo o lateral-esquerdo Sávio, praticamente demitido por ele durante a entrevista coletiva após o jogo contra os gaúchos.

O técnico egue impávido na defesa de seus conceitos e só aceitou usar a força máxima nos jogos do Parazão depois que o Remo quase foi eliminado ainda na 1ª fase da competição. As excentricidades não são vistas com bons olhos pela torcida, embora uma minoria acredite que o caos vai levar ao êxito.

Apesar das ideias de Osorio, o Re-Pa deste domingo (01/03) coloca frente a frente setores de meio-campo entregues a jogadores habilidosos – Vitor Bueno e Marcinho. Mesmo nas formações surpreendentes do Remo, uma norma imutável do jogo impõe que a armação de jogadas seja entregue a meias com capacidade de organização.

A obrigação que ronda o Remo não incomoda o Paysandu. Em caso de perda do título, Júnior Rocha seguirá no comando da equipe bicolor na Série C. O mesmo não se pode dizer em relação a Juan Carlos Osorio no Remo.

Blog do Gerson Nogueira, 28/02/2026

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