Remo 1×1 Amazônia Independente (Nico Ferreira, Klaus e Franco Catarozzi) – Foto: Cristino Martins (O Liberal)
Remo 1×1 Amazônia Independente (Nico Ferreira, Klaus e Franco Catarozzi) – Foto: Cristino Martins (O Liberal)

Nem sempre quem mais tenta é quem sorri por último. Foi sob essa lógica que o primeiro tempo se desenrolou no Baenão, onde o Remo, jogando mais uma vez com uma escalação inédita, encontrou dificuldades de entrosamento, criou as melhores oportunidades, mas desceu para o intervalo em desvantagem diante do Amazônia Independente, neste domingo (15/02), no Baenão, na rodada que encerrou a fase classificatória do Parazão.

Desde os primeiros minutos, o Leão mostrou disposição ofensiva, mas esbarrou na própria falta de conexão entre seus homens de frente. Ainda assim, foi o time azulino quem assustou primeiro, com Carlinhos finalizando colocado para boa defesa do goleiro Paulo.

Rafael Monti também teve grande chance ao acertar a trave após bela tabela com Thalisson. No rebote, Carlinhos mandou muito perto, levantando a torcida azulina nas arquibancadas.

Porém, a bola pune. Aos 12 minutos, o Amazônia encontrou espaço em jogada rápida e Gonzales acabou derrubado na área por Kawan. Na cobrança, Juninho bateu com precisão no canto esquerdo do goleiro Ivan Quaresma e abriu o placar, silenciando momentaneamente o Baenão e colocando pressão sobre um Remo que, apesar de superior em volume, via o adversário ser mais eficiente.

O gol sofrido não diminuiu o ímpeto azulino, mas escancarou a falta de entrosamento da equipe alternativa. O Remo seguiu criando, como na sequência em que Igor Trindade salvou em cima da linha uma finalização que tinha endereço certo.

Mais tarde, Carlinhos voltou a assustar em chute de fora da área. Nico ainda tentou no rebote, parando novamente em Paulo.

Na reta final, já sob uma chuva fina que caiu sobre o Baenão, a pressão aumentou. Monti teve nova oportunidade dentro da área e Franco Catarozzi mandou por cima no rebote, enquanto Yago Pikachu e Carlinhos insistiam em jogadas individuais.

Apesar da insistência e das chances criadas, faltou o ajuste fino, o último passe preciso, a sintonia que transformaria domínio em gol.

Assim, entre vaias para o técnico Juan Carlos Osorio e expectativa contida, o Leão foi para o intervalo atrás no placar. Punido não pela falta de tentativa, mas pela ausência de harmonia.

Na volta para o segundo tempo, o técnico colombiano tentou corrigir os problemas da primeira etapa com as entradas de Giovanni Pavani e Freitas, buscando dar mais presença ofensiva. Ainda assim, seguiu encontrando dificuldades para transformar posse de bola em chances claras.

O Amazônia, por sua vez, quase ampliou logo no início, quando Samuel finalizou com perigo e obrigou Ivan a fazer boa defesa, mantendo o Leão vivo na partida.

Com o passar dos minutos, o jogo ficou mais nervoso e truncado. Freitas teve uma oportunidade em cabeceio firme após cruzamento de Catarozzi, mas o goleiro Paulo, novamente seguro, evitou o empate.

O Amazônia respondeu em contra-ataques esporádicos, enquanto o Remo tentava, mais na base da insistência do que da organização, encontrar espaços na defesa adversária.

A entrada do experiente Panagiotis Tachtsidis, aos 33 minutos, trouxe novo fôlego ao time azulino, principalmente pela qualidade na bola parada. Mesmo assim, o tempo corria e a impaciência tomava conta das arquibancadas, com protestos direcionados ao treinador remista diante do desempenho abaixo do esperado.

Quando a derrota parecia inevitável, surgiu o alívio. Aos 44 minutos, Panagiotis cobrou falta pela esquerda e levantou a bola com precisão na área, Pavani apareceu no momento certo, antecipando-se ao goleiro Paulo e cabeceando para o fundo das redes, decretando o empate.

O gol evitou o revés e amenizou a tensão no Baenão, mas também deixou claro que, para seguir adiante no Estadual, o Remo precisará apresentar muito mais quando reencontrar o Águia de Marabá, no primeiro grande teste eliminatório da temporada.

O resultado teve consequências diretas na classificação. O Remo terminou a 1ª fase na 5ª colocação, com os mesmos 10 pontos do time marabaense, que ficou em 4º lugar por ter mais vitórias – 3 contra 2.

O confronto entre as equipes será disputado em mata-mata, com o jogo decisivo marcado para o estádio Zinho de Oliveira, em Marabá, na quarta-feira (18/02), às 20h.

Diário Online, 15/02/2026

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